Inadimplência em Fortaleza é a maior em 14 meses: 15,4%

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Um parâmetro que dá mais uma ideia da dimensão da alta da inadimplência é a comparação com o bimestre de novembro e dezembro de 2020, quando foi anotada a menor taxa do indicador em 14 meses, de 9,4%

A renda de parcela significativa dos fortalezenses foi afetada pelo desemprego e inflação acelerada. O efeito prático aparece na taxa de inadimplência. Com as dívidas em atraso no maior patamar da série, o volume de inadimplência na Capital cearense é também o mais elevado em 14 meses, atingindo 15,4% no bimestre de maio e junho de 2021.

De acordo com pesquisa do Instituto de Desenvolvimento e Pesquisa (IPDC), da Fecomércio-CE. Houve um avanço de 4,9 pontos percentuais, frente aos 10,5%, registrados no bimestre anterior (Mar-Abr/21). 

Desequilíbrio financeiro

Descontrole financeiro, desemprego, redução de rendimentos/salários, aumento de gastos essenciais, além de imprevistos são os principais fatores que refletiram no  desequilíbrio orçamentário dos consumidores, que acabam deixando contas a pagar.

Um parâmetro da alta da inadimplência é a registrada no bimestre de novembro e dezembro de 2020, quando foi anotada a menor taxa do indicador, de 9,4%, época em que havia mais recursos circulando e uma expectativa de melhora com o novo ano.

Raio-X do bolso

Para ter uma ideia do que se passa nas finanças pessoais dos fortalezense, o raio -X do bolso aponta que os adimplentes  em Mai-Jun/21 representam um contingente de 44%. Dentre os consumidores com dívidas em atraso, que são 30,9%, 15,4% estão inadimplentes e só 15,5% estão em condições de pagar. 

Endividamento

O percentual de consumidores endividados em Fortaleza é de 74,9% no bimestre Maio-Junho/21. A taxa recuou 4,7 pontos percentuais, frente a Mar-Abr/21, quando marcava 79,6% e foi a maior da série de 14 meses.  No mesmo período, a taxa de endividados em Mai-Jun/21, em curso na Capital cearense, é a segunda maior, ainda que tenha apresentado queda em relação ao bimestre imediatamente anterior. 

Além das renegociações que estão sendo colocadas à disposição do consumidor e estão acontecendo, outros fatores a contribuir para esta redução mesmo pequena da população endividada  são: a maior cautela, bem como a queda do número de fortalezenses em condições de contrair crédito, que ficou ainda mais caro.

Entretanto, para um elevado contingente de fortalezenses esta ainda tem sido a única saída: comprar a crédito, sobretudo alimentos, e itens de primeira necessidade, a exemplo de gastos com saúde.