Intenção de compra dos fortalezenses sobe para 39,8%

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Apesar disso, ainda pesam muito inflação, desemprego e conjuntura adversa, resultado em uma taxa que não atinge nem metade da população com pretensão para comprar Foto: Freepik

A intenção de compra do consumidor fortalezense apresentou alta no bimestre de março/abril, passando de 32,2% no bimestre janeiro/fevereiro, para 39,8% no atual. Apesar disso, ainda pesam muito inflação, desemprego e conjuntura adversa, resultado em uma taxa que não atinge nem metade da população com pretensão para comprar.

A maior propensão ao consumo se encontra nos grupos feminino (40,5%), com faixa etária entre 25 e 34 anos (47,2%) e com renda familiar entre cinco e dez salários  mínimos (48,0%).  O levantamento foi realizado pelo IPDC da Fecomércio-CE.

Produtos desejados

A lista de desejos do consumidor na Capital cearense foca sobretudo em itens duráveis, começando com móveis e artigos de decoração, citados por 19,2% dos entrevistados; televisores (17,4%); geladeiras e refrigeradores (13,8%); artigos de vestuário (13,7%); calçados (11,3%); máquina de lavar roupa (11,2%) e aparelhos de telefonia celular e smartphones (11,1%).

O valor médio das compras é estimado em R$ 616,63 e o potencial de consumo mostra-se mais elevado para o grupo de consumidores do sexo masculino (R$ 633,39), com idade entre 25 e 34 anos (R$ 634,21) e do estrato com renda familiar acima de dez salários-mínimos (R$ 725,00). 

Confiança cai
 
Já o Índice de Confiança do Consumidor de Fortaleza (ICC) apresentou redução de 2,4% no segundo bimestre do ano, passando de 106,1 pontos no período janeiro/fevereiro, para 103,6 pontos no bimestre março/abril. A queda do ICC decorre do declínio dos seus dois componentes: o Índice de Situação Presente (ISP) caiu 3,7%, passando de 87,6 pontos no primeiro bimestre para 84,4 pontos no período março/abril. Já o Índice de Situação Futura (IEF) teve diminuição de 1,7%, alcançando o patamar de 116,5 pontos.

A queda dos indicadores de confiança está relacionada à conjuntura econômica desfavorável trazendo muita incerteza para o consumidor. Um dos efeitos imediatos é a mudança do perfil de consumo, com redução da demanda por produtos semiduráveis (vestuário, calçados etc.) e predomínio da procura por itens de consumo duráveis, principalmente aqueles relacionados com o conforto e a comodidade no lar.