Fecomércio-CE reage à extensão do lockdown e mostra insatisfação

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Portas fechadas e perdas. A Fecomércio aponta que 96,8% dos consumidores estão menos confiantes, o pior indicador desde julho de 2020 

A extensão do isolamento soical rígido por mais uma semana gera reação do setor lojista do Estado. A Federação do Comércio do Ceará (Fecomércio-CE) emitiu nota onde manifesta sua insatisfação com a medida, estabelecida na noite deste domingo (4), pelo governador cearense Camilo Santana e o prefeito de Fortaleza, José Sarto.

De acordo com a Federação, que é representante das empresas dos segmentos de bens, serviços e turismo, "não podemos fechar os olhos para a realidade da crise econômica e os impactos no setor do comércio, responsável por mais de 70% do PIB estadual".

Confiança despenca

A entidade destaca que 96,8% dos consumidores estão menos confiantes, o pior indicador desde julho de 2020. O dado é da pesquisa de Confiança e Intenção de Compra do Consumidor, realizada pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC). 

A entidade representativa dos lojistas cearenses diz compreender a gravidade da crise sanitária e reconhecer o esforço do executivo estadual em combater os avanços dos casos de Covid19, mas ressalta as perdas no faturamento já registradas em 2020, decorrentes dos episódios de fechamento dos negócios.

De acordo com a entidade, os empresários investiram em equipamentos e medidas de segurança para seguir rigorosamente os protocolos de funcionamento. Neste ano, quando parecia iniciar uma recuperação financeira, estão sendo novamente apenados. 

Faltam incentivos

"Fora esse triste cenário, os incentivos recebidos foram desproporcionais aos prejuízos acumulados. Como se não bastasse todas as contas, estão sendo responsabilizadas também pela crise na saúde. Essa conta não é apenas do comércio", ressalta a nota.

A Fecomércio lembra também que apresentou ao governo estadual "um conjunto de medidas que possibilitem o funcionamento do comércio e ao mesmo tempo evitem a aglomeração, além de dados que comprovam que a reabertura do comércio formal não foi a causa no aumento no número de casos de covid-19".

Além de reiterar a disposição para o diálogo, a Fecomércio  assinala que "defende a implantação de medidas rígidas de controle sanitário que garanta o exercício da atividade econômica essencial à sobrevivência das famílias cearenses".