Economistas acentuam pessimismo com novo cenário no País

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Professor Ricardo Rocha destaca: gastos públicos, salários reais, taxa de inflação e taxa de juros pesaram na avaliação do bimestre de setembro/outubro

Inflação em aceleração, taxas de juros subindo e encarecendo consumo e produção, perda do poder de compra dos salários e aumento dos gastos públicos. A equação na conjuntura econômica brasileira eleva o grau de pessimismo dos economistas e analistas de mercado cearenses.

Foram ouvidos 103  especialistas na avaliação referente aos meses de setembro e outubro, gerando o Índice de Expectativas dos Especialistas em Economia (IEE).

O indicador é colhido por meio de uma parceria entre a Fecomércio-CE e o Conselho Regional de Economia (Corecon-CE) e analisada pelo economista e professor Ricardo Eleutério Rocha. 

Pontuação

A pesquisa pontua de zero a 200 as variáveis analisadas. Abaixo de 100 pontos configura-se uma situação de pessimismo e acima desse valor, otimismo. Conforme a metodologia, cada uma das variáveis analisadas gera três índices: de percepção presente, futura e de expectativa geral.

As perspectivas do cenário nacional consideram nove variáveis. Desta vez, na 45ª pesquisa, quatro indicaram pessimismo. O número de variáveis analisadas como negativas totalizou quatro: gastos públicos (50,8 pontos); salários reais (48,8 pontos); taxa de inflação (37,8 pontos) e taxa de juros (26,4 pontos), que atingiu a menor pontuação.

Aspectos positivos

Já o número de variáveis analisadas com otimismo foi o mesmo da pesquisa anterior, cinco: cenário internacional (169,7pontos); evolução do PIB (167,7 pontos); oferta de crédito (126,4pontos); nível de emprego (126,0 pontos) e taxa de câmbio (106,3pontos).

Atual e futuro

Considerando a soma das variáveis, o índice de percepção geral passou de 97,4 pontos para 95,5 pontos, ampliando o sentimento de pessimismo em 1,9% em relação à pesquisa anterior. Sobre o comportamento futuro, foi constatada redução no otimismo de 1,7%, declinando de 108,1 pontos para 106,3 pontos. Além disso, vale salientar que a percepção sobre o desempenho presente exibiu elevação de 2,1% no pessimismo, atingindo 84,8 pontos.

Quem é ouvido

A pesquisa, de periodicidade bimestral, colheu no período setembro-outubro as expectativas de 103 especialistas em economia. A amostra reúne profissionais dos mais diversos setores da economia cearense: indústria, agricultura, setor público, mercado financeiro, comércio e serviços. Economistas, empresários, consultores, executivos de finanças, professores universitários, pesquisadores, analistas e dirigentes de entidades diversas contribuíram com suas percepções.