Reajuste da energia no CE terá efeito médio de 8,95%

luz
Os consumidores residenciais terão alta de 7,55% no serviço prestado pela Enel Ceará, bem acima da inflação projetada pelo IPCA

Mais um reajuste salgado para o consumidor assimilar, mesmo em meio à pandemia. A tarifa de energia fica mais cara para os cearenses nesta quinta-feira (22) e os 3,8 milhões de consumidores terão um efeito médio de 8,95%. A alta é bem acima da inflação oficial medida pelo IPCA, prevista para 4,92% neste ano.

Os consumidores residenciais terão alta de 7,55% no serviço prestado pela Enel Ceará. O reajuste alcança o patamar de 10,21% na alta tensão, que é formada principalmente por consumidores industriais e de grande porte.

Nordeste

O reajuste foi aprovado pela diretoria da Aneel, nesta quinta-feira (22/4), em reunião pública extraordinária, que também definiu as altas para consumidores que contam com o serviço da Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia – Coelba, Companhia Energética do Rio Grande do Norte – Cosern e Energisa Sergipe – ESE.

No total, são 6,1 milhões de unidades consumidoras localizadas no estado da Bahia, 1,4 milhão de unidades consumidoras potiguares, cerca de 3,8 milhões de unidades consumidoras cearenses e mais de 805 mil unidades consumidoras sergipanas.

Justificativa

Segundo a Aneel aponta, os fatores que mais impactaram estes processos tarifários foram: custos com distribuição, pagamento de encargos setoriais e aquisição de energia.

Para a diretora Elisa Bastos, relatora de três dos quatro processos tarifários em questão (Cosern, Enel CE e Energisa Sergipe), “mais uma vez o setor elétrico dá provas da sua organização e comprometimento com o país. Foi necessário um esforço conjunto para que chegássemos a resultados tarifários que respeitem a capacidade de pagamento do consumidor, mas que ao mesmo tempo mantenha o equilíbrio das concessões de distribuição, bem como a qualidade da prestação dos serviços”.

“Realizamos a gestão das tarifas, com ações que serão capazes de atenuar os impactos tarifários que seriam sentidos pelos consumidores em 2021, mas sem comprometer o equilíbrio econômico das empresas dos segmentos de geração, transmissão e distribuição. Esse trabalho foi debatido com o Ministério de Minas e Energia e com todo o setor de maneira transparente e pelo bem do setor”, disse o diretor-geral da ANEEL, André Pepitone.