Consumo de energia sobe 7% no Ceará só na 1º quinzena de agosto

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Está previsto um acréscimo de R$ 9,49 por kw/h consumido para R$ 11 ou até R$ 15 – significando uma mudança de 50%. Em 2022 a conta de luz terá novo aumento de 16,22%

O consumo de energia elétrica seguiu em ritmo moderado nas duas primeiras semanas de agosto. O Brasil demandou 60.689 megawatts médios, de acordo com dados preliminares do Boletim InfoMercado Quinzenal , produzido pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE.

O volume é 1% maior que o registrado no mesmo período do ano passado. No Ceará, o crescimento do consumo foi de 7% em igual período de comparação, 3º maior do País.

Novo aumento

E já está sendo previsto novo aumento na conta de energia. Espera-se que haja um acréscimo de R$ 9,49 por kw/h consumido para R$ 11 ou até R$ 15 – significando uma mudança de 50%.

Este será o 6º reajuste de energia elétrica somente neste ano. Em 2022 a conta de luz terá novo aumento de 16,22%.
 

Indústria e comércio

O resultado é reflexo de um avanço significativo no mercado livre, em que estão os consumidores de alta tensão, como a indústria e grandes redes comerciais.

O segmento, que é responsável por mais de 35% do total consumido pelo país, teve uma alta de 7,8% em relação a 2020, muito influenciado pela adesão de cargas nos últimos 12 meses. Se excluirmos da conta essas novas unidades, o crescimento seria mais brando, de 3,4%.

Consumo regional

Na análise regional, Espírito Santo está à frente do ranking nas duas primeiras semanas de agosto, com aumento de 11% na comparação com o mesmo período do ano passado. Sergipe encerrou o período com taxa de 10% e, na sequência, Ceará, Maranhão e Piauí registraram os mesmos índices, de 7%. Entre os que tiveram retração na demanda, estão Mato Grosso do Sul (-10%), Acre (-9%) e Amazonas (-9%).

Geração

Na primeira quinzena de agosto, o Brasil gerou 63.286 MW médios, montante 1,1% maior em relação à 2020. As hidrelétricas responderam por 31.834 MW médios do volume total, representatividade 25,2% menor que no ano passado. Em contrapartida, contribuindo para o complemento da oferta, a produção das termelétricas, usinas solares e parques eólicos aumentou 109,7%, 14,5% e 6,5%, respectivamente.