Organique aposta na busca por produto saudável

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Aumento da demanda por produtos saudáveis coloca nacional Organique na disputa por mercado dominado por gigantes como Coca-Cola e Red Bull

Muito antes de gigantes do segmento de bebidas energéticas, como Coca-Cola e Red Bull, pensarem em produtos para atender à crescente demanda por produtos orgânicos, a brasileira Organique, da Brasilbev, ganha espaço nas prateleiras e geladeiras dos mercados e lojas de conveniência com o Organique Energy. 

Durante a pandemia, com o crescimento da procura por produtos saudáveis e das vendas por e-commerce, a marca gaúcha teve essa visibilidade ampliada.
 
O primeiro energético orgânico do Brasil, lançado em 2013, é envasado em latinhas de 269ml, com e sem adição de açúcar, no sabor açaí, guaraná e erva mate. O preço, em torno de R$8 no site da empresa, compete com os valores praticados pelos concorrentes, com a vantagem de a bebida conter açaí liofilisado (similar ao desidratado) orgânico.
 
Orgânicos crescem 44,5% na pandemia

"É perceptível que a preocupação com a saúde e o bem-estar cresce a cada ano entre a população mundial, fato que, consequentemente, tende a aumentar a procura por produtos orgânicos nas gôndolas ou pela internet”, analisa João Paulo Sattamini, CEO da Organique.
 
De acordo com o empresário, as técnicas do cultivo orgânico garantem, não só a saudabilidade, mas o melhor sabor das bebidas. “O padrão de qualidade na produção orgânica garante benefícios nutritivos e energia saudável para os apreciadores em todo planeta”, emenda.
 
Em dados exclusivos enviados para a Exame, a Organique informa que, desde janeiro deste ano, já foram mais de 350 mil latas vendidas, inclusive, para os exigentes consumidores da Dinamarca e Escandinávia. Em 2020, a marca bateu 1,5 milhão de unidades dentro e fora do Brasil.
 
Sabe-se que um dos grandes inimigos da saúde são os agrotóxicos, pesticidas, insumos químicos ou fertilizantes utilizados para controle de pragas e doenças das plantas.

Qualidade
 
E, segundo pesquisa recente da Associação de Promoção dos Orgânicos (Organis), a maior preocupação dos entrevistados é com a qualidade da alimentação. A própria pandemia de Covid-19 intensifica o debate e influencia os dados coletados pela entidade: de março a outubro de 2020, o consumo de alimentos orgânicos aumentou em 44,5% no Brasil em relação ao ano anterior.