Dólar continua escalada; real desvaloriza dia a dia

img1
Enquanto a moeda norte-americana mantém o ritmo de valorização (6,74% no ano), o real enfraquece e a inflação corrói o bolso do brasileiro, que vê o carrinho de compra do supermercado cada vez mais vazio e os combustíveis cada vez mais caros

A disparada do dólar mantém o efeito perverso na vida dos brasileiros. Nesta segunda-feira (11), a moeda norte-americana deu continuidade à sequência de alta. Com isso, terminou o dia cotado a R$ 5,54, o maior valor da moeda no comercial desde abril deste ano, quando registrou R$ 5,55. 

Com o resultado do dia, o dólar chega a 1,67% de avanço no mês e 6,74% de aumento no ano. E, na contramão, a cada salto do câmbio, o real fica mais fraco e as cotações do dólar turismo, bem como do euro, mostram um cenário de maior dificuldade para quem sonha em viajar para o exterior ou, pior, para empresas que detêm dívidas na moeda estrangeira.

Intervenção

Passado o feriado (12/10), nesta quarta-feira (13), a moeda norte-americana caiu para R$ 5,50, mas foi necessária intervenção do Banco Central, pois a divisa chegou a encostar em R$ 5,60 durante o dia.

Inflação

Neste ritmo, a inflação segue em marcha acelerada, tornando mais difícil a vida, sobretudo, dos mais pobres. A classe média, que também empobrece, sente a pancada do orçamento apertado e é obrigada a encolher gastos ou se endividar.

Quem ganha

Quem ganha são os empresários do setor exportador, que não deixam de contabilizar mais e mais lucros. O mercado doméstico fica mais desabastecido de itens básicos e o mundo compra os produtos do nosso "celeiro". 

Com o ministro da Economia, Paulo Guedes, tendo "previsto" o valor inflado da moeda norte-americana ainda em 2020, a economia no Brasil está sendo regida pelo câmbio caro e cada vez mais pressão sobre os preços dos produtos.