Dia dos Pais vai girar R$ 158,1 milhões no Ceará; 3º do NE

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O varejo brasileiro terá um Dia dos Pais bem melhor que o de 2020. O volume de vendas deverá atingir R$ 6,03 bilhões, alta de 13,9%.

O Ceará terá uma participação de R$ 158,1 milhões no bolo de vendas, o terceiro faturamento do Nordeste, atrás da Bahia (R$ 243,1 milhões) e de Pernambuco (R$ 185,2 milhões).

Cenário melhor

As projeções são da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Na data do ano passado, o varejo ainda experimentava o início do processo de flexibilização das medidas restritivas voltadas ao combate da primeira onda da pandemia. Naquele cenário, as vendas recuaram 11,3% e geraram o menor volume financeiro (R$ 5,30 bilhões) desde 2007 R$ 4,98 bilhões).

Importância

O Dia dos Pais é a quarta data comemorativa mais importante do comércio varejista brasileiro. De acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em maio deste ano o faturamento real do varejo já se encontrava 3,9% acima do volume observado às vésperas da pandemia (fevereiro de 2020) e 1,1% maior do que em agosto do ano passado.

Dois fatores explicam a reação positiva do setor nos meses mais recentes. Primeiramente, a desaceleração da pandemia a partir de abril “devolveu” parte do fluxo de consumidores perdido ao longo de toda a crise sanitária. Embora a circulação de consumidores no comércio ainda não tenha se normalizado, especialmente, nos shopping centers, a movimentação de clientes vem aumentando desde o arrefecimento da segunda onda da pandemia. 

Fluxo 39% maior

De acordo com o monitoramento realizado pelo Google Mobility, entre o fim de abril e o fim de julho, o fluxo de consumidores em áreas comerciais cresceu 39%, mas ainda se encontra 9% abaixo da circulação média de clientes verificada em fevereiro do ano passado.

Segmentos

Tradicionalmente, as lojas de vestuário, calçados e acessórios costumam se destacar durante a data e, neste ano, não será diferente. Embora esse segmento ainda não tenha recuperado o ritmo do período pré-pandemia, essas lojas devem faturar R$ 2,43 bilhões (40,2% do total previsto para este ano). Em seguida, devem vir as movimentações esperadas nos ramos de utilidades domésticas e eletroeletrônicos (R$ 1,24 bilhão) e produtos de perfumaria e cosméticos (R$ 0,86 bilhão).

e-commerce 

Além disso, as vendas on-line têm ajudado a contrabalançar o recuo ocorrido no consumo presencial através de avanços consistentes no faturamento real desde o ano passado. De acordo com levantamento realizado pela Receita Federal, o volume mensal de vendas no varejo eletrônico cresceu, em média, 47% nos cinco primeiros meses deste ano frente ao mesmo período de 2020 em todo o Brasil.