Dia dos Namorados com faturamento de R$ 31,7 mi no Ceará

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Em todo o País, a estimativa é de uma movimentação de R$ 1,8 bilhão no varejo, mas ainda 4% abaixo do registrado antes da pandemia

O Dia dos Namorados deve movimentar R$ 1,8 bilhão em vendas no varejo brasileiro este ano, sendo 31,7 milhões no Ceará. A estimativa é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e aponta um crescimento de 29,4% em relação à mesma data no ano passado, período marcado pelo início do processo de flexibilização da economia após as restrições impostas pela pandemia. 

As vendas, no entanto, devem ficar 4% abaixo do patamar verificado em 2019, quando totalizaram R$ 1,87 bilhão.

Em 2020, o consumo no comércio voltado à data registrou queda histórica de 25,3%, totalizando R$ 1,39 bilhão em vendas. O 12 de junho é importante para o varejo e que tende a ir além do comércio de bens, impulsionando também o setor de serviços, como a cadeia de restaurantes, estética e outros – um desafio extra enquanto a pandemia perdurar.

Sem vacina

“Enquanto a vacinação coletiva não acontecer, os números tendem a ser mais tímidos do que em anos anteriores, sobretudo acompanhando o desgaste econômico. A gente espera que os empreendedores do setor se mantenham atentos e criativos como têm sido durante todo esse tempo de isolamento, para não perder a chance de se aproximar do público com segurança. Em especial os que atuam com serviços, que também devem se atentar a promover ofertas atrativas”, avalia Tadros.

Vestuário concentra quase metade das vendas

Carro-chefe das vendas associadas à data, o segmento de vestuário, calçados e acessórios deverá movimentar R$ 797 milhões, o equivalente a 44% do total. Em 2020, as lojas do ramo de vestuário amargaram perdas de 43% em relação à data de 2019. 

Destacam-se ainda os ramos de utilidades domésticas e eletroeletrônicos (R$ 291,8 milhões), hiper e supermercados (R$ 204,1 milhões) e farmácias, perfumarias e lojas de cosméticos (R$ 168,6 milhões). Somente no primeiro segmento é esperada uma variação negativa em relação a 2019, de -1,3%.

Produtos mais caros

Com a desvalorização cambial no primeiro trimestre deste ano, os produtos tipicamente mais demandados nesta época apresentam o maior aumento de preço (3,9%) desde 2017. Destacam-se neste contexto as flores (18,8%), joias e bijuterias (17,6%) e os relógios de pulso (10,3%). 

Em contrapartida, sete itens pesquisados deverão estar mais baratos do que no mesmo período do ano passado, com destaque para os serviços de hospedagem (-7,6%), livros (-5,8%) e artigos de maquiagem (-3,9%).