DFB Festival encerra com exaltação à cultura criativa

desfile
Mais de 30 mil fortalezenses conferiram programação multifacetada, voltada para cultura, economia, formação, indústria, gastronomia, inovação, fitness e turismo

Mais de 30 mil fortalezenses circularam e prestigiaram o DFB Festival, entre os dias 25 e 28 de maio, em Fortaleza. O maior festival de moda autoral da América Latina realizou a edição Ocupe seu Espaço, organizada em uma estrutura de 30.000 m², no Aterro da Praia de Iracema.

O DFB Festival foi marcado por desfiles de marcas de reconhecimento nacional e de revelações da moda autoral. programação musical, o público assistiu a apresentações de atrações da eletrônica, rap e rock. O ciclo de formação deu continuidade a temáticas de inclusão social e ecossistema da moda. 

Desafiador

“Os dois últimos anos nos mostraram que nos momentos de maior desafio é onde conseguimos nos reinventar e superar as adversidades. Acredito que é esta mensagem a maior mensagem que o DFB 22 quer passar: desafios existem para serem superados. Esse é o motivo para quatro dias de intensa celebração, reencontros, sensação de esperança renovada e construção do maior DFB da história”, declara Claudio Silveira, mente criativa do DFB Festival.

O DFB Festival 2022 é realizado pela Artesanias do Ceará e apresentado pela Secretaria Especial da Cultura do Governo Federal e pelo Governo do Estado do Ceará. Agradecimento à Enel, patrocínio Giga Mall e apoio da Prefeitura de Fortaleza, Sebrae, Cagece e Vicunha. O Evento conta com o apoio institucional da Secretaria de Cultura (Secult/CE).

Identidade criativa

Nesta edição, a criatividade e a economia criativa dos fortalezenses ganharam destaque durante os desfiles, exposições e ações educativas. Em 2019, Fortaleza ganhou o título de Cidade Criativa do Design pela Unesco em virtude da edição presencial do DFB Festival no mesmo ano, quando mais de 3,6 mil postos de trabalho foram gerados e pelo menos 42 mil pessoas circularam pelo evento durante os quatros dias de programação.

Megaestrutura

Neste ano, o DFB Festival apresentou a maior estrutura da sua história. Com 30.000 m² construídos sobre as areias do Aterro da Praia de Iracema, a Cidade Autoral apresentou duas passarelas gigantes, dois pavilhões com dezenas stands, coleções e expositores, arena de beach tennis, palco de 28 metros de altura e 100% reciclável, espaços kids e pet-friendly e áreas com grande diversidade gastronômica.

Lives

Nesta edição, o DFB Festival contou com uma programação também digital. Fora da Cidade Autoral, o público assistiu a entrevistas, prévias, podcasts via DFB TV e DFBCast. Os desfiles e a programação de talks foram transmitidos simultaneamente no canal do Youtube via lives. As lives já somam mais de três mil visualizações e centenas de interações virtuais.

Agitação e ritmos urbanos

No encerramento do DFB Festival, atrações de diversos ritmos e gêneros agitaram a Cidade Autoral. Em clima sunset, Two Notty, dos irmãos DJs Marcello e Felipe Barra, contagiaram o público com um repertório eclético e cheio de remixes eletrizantes. Pela noite, o rapper Doixton trouxe a versatilidade do trap nacional para o Palco Factory. A grande atração da noite, a banda Selvagens à Procura de Lei agitou a multidão de fãs com sucessos e hits do indie e rock nacional,

Marcas do último dia

A última noite de desfiles foi marcada pela exaltação do feminino, inclusão e diversidade de corpos e reverência às produções de diferentes técnicas de renda. Para início do espetáculo, o Concurso dos Novos apresentou as produções talentosas de estudantes e professores da Unifor, UFC e Universidade Potiguar. O vencedor desta edição foi a Faculdade Santa Marcelina (SP), seguida da Senac / Sergipe; e FBUni (CE).

Representando a moda beachwear, a Sau Swin encantou o público com produções que celebraram a figura de fluidez e versatilidade do gênero feminino.

A Rendá, idealizada por Camila Arraes, trouxe uma releitura artística e poética com uma coleção feita inteiramente de renda. A marca Marina Bitu cruzou a passarela com a coleção Octopus, que retratou a ligação da figura feminina com o oceano em peças sensíveis e fluida. 

A Baba transportou o público para o outro mundo com criações inteiramente coloridas, estampadas e provocativas e recortes profundamente criativos.

Encerrando com chave de ouro, Ivanildo Nunes assinou a coleção Richeulieu, feito em parceria com o Senac. As peças predominantemente escuras ressaltaram elegância e sofisticação, tendo a renda em constante destaque nos mais variados recortes e justaposições.