Desemprego atinge 14,8 milhões e 33,2 mi são subutilizados

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A taxa de desemprego no País atinge 14,7% no 1º trimestre, maior desde 2012. Já a informalidade apresenta estabilidade, com 34,0 milhões de pessoas Foto: Freepik

A taxa de desemprego subiu para 14,7% no primeiro trimestre deste ano, uma alta de 0,8 ponto percentual na comparação com o último trimestre de 2020 (13,9%). Isso corresponde a mais 880 mil pessoas desocupadas, totalizando 14,8 milhões na fila em busca de um trabalho.

Ceará

No Ceará, a taxa de desemprego está em um patamar acima da média nacional e atingiu 15,1%, também no primeiro trimestre de 2021. O dado é 0,7 ponto percentual acima do quarto trimestre de 2020 (14,4%).

No País, a taxa do primeiro trimestre de 2021 representa o maior contingente de desocupados de todos os trimestres da série histórica, iniciada em 2012.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (27), pelo IBGE.

Fila só cresce

Em três meses, mais 880 mil pessoas desocupadas começaram a buscar trabalho. A população ocupada ficou estável, mas nível de ocupação reduziu e está abaixo de 50% desde o trimestre encerrado em maio de 2020.

A ocupação de empregados do setor privado e público sem carteira caiu e somente a categoria dos trabalhadores por conta própria cresceu, na busca por uma forma de trabalhar.  O número de empregadores com CNPJ é o menor da série. 

Subutilização

A informalidade ficou estável (39,6%), com 34,0 milhões de pessoas e o contingente de pessoas subutilizadas chegou a 33,2 milhões, mais um recorde da série. Na comparação com o primeiro trimestre de 2020, sete grupos de atividade perderam pessoal ocupado, com crescimento somente na agricultura, pecuária e produção florestal.

Rendimento

A massa de rendimento real se situou em  R$ 212,5 bilhões. O contingente de ocupados (85,7 milhões) ficou estatisticamente estável na comparação com o último trimestre do ano passado. Mas o nível de ocupação (48,4%) reduziu 0,5 ponto percentual. Desde o trimestre encerrado em maio do ano passado, o nível de ocupação está abaixo de 50%, o que indica que menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país.

Por setor

A maioria dos indicadores ficaram estáveis no primeiro trimestre deste ano. Entre as categorias de trabalhadores, houve redução dos empregados do setor privado sem carteira assinada (9,7 milhões), um recuo de 2,9% com menos 294 mil pessoas. Também diminuíram os empregados do setor público sem carteira (1,9 milhão), uma queda de 17,1% ou menos 395 mil.

O único aumento na ocupação ocorreu entre os trabalhadores por conta própria (23,8 milhões), que cresceram 2,4%, um acréscimo de 565 mil postos de trabalho.

Já os trabalhadores do setor privado com carteira assinada ficaram estáveis (29,6 milhões). Na comparação anual, contudo, houve uma redução de 10,7% ou menos 3,5 milhões de pessoas. Os trabalhadores domésticos foram estimados em 4,9 milhões de pessoas no primeiro trimestre deste ano. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, essa categoria reduziu em 1,0 milhão de pessoas.

Embora estatisticamente estável, o número de empregadores com CNPJ (3,0 milhões) foi o menor da série histórica iniciada no quarto trimestre 2015, quando começou a ser pesquisada a diferenciação de profissionais com e sem CNPJ.

A taxa de informalidade foi de 39,6% no primeiro trimestre deste ano, o que equivale a 34,0 milhões de pessoas, ficando estável em relação ao trimestre anterior (39,5%). Os informais são os trabalhadores sem carteira assinada (empregados do setor privado ou trabalhadores domésticos), sem CNPJ (empregadores ou empregados por conta própria) ou trabalhadores sem remuneração.