Fila cresce: Ceará tem maior taxa de desemprego desde 2012

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São 549 em busca de um emprego formal, um aumento de 126 mil pessoas no quarto trimestre em relação a igual período do ano anterior

A população desempregada no 4º trimestre de 2020 foi estimada em 549 mil pessoas no Ceará, um aumento de 126 mil pessoas (29,9%) em relação ao mesmo período do ano anterior (423 mil pessoas). No 3º trimestre de 2020 foram 502 mil pessoas desocupadas.

A taxa de desemprego no Estado é de 13,2%, praticamente a mesma registrada em âmbito nacional, de 13,5%.

O nível da ocupação no último trimestre de 2020 ficou em 42,8%, que representa uma variação de -8 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior. A média anual fechou 2020 com 43,5%, 6,7 pontos percentuais abaixo do registrado em 2012 (50,2%)

Retrato da situação

A população em idade de trabalhar no Ceará foi estimada em 7,6 milhões de pessoas, aumentando em 211 mil pessoas (2,8%) em relação ao mesmo período do ano anterior. Com relação ao trimestre anterior, houve crescimento de 86 mil pessoas, ou seja, variação de 1,1%.

Já a população ocupada foi estimada em 3,3 milhões de pessoas, reduzindo em 503 mil pessoas (-13,4%) no comparativo com o mesmo período do ano anterior. Todavia, houve aumento de 192 mil pessoas, em relação ao trimestre anterior, ou seja, variação de 6,3%.

A população desocupada no 4º trimestre foi estimada em 549 mil pessoas no Ceará, um aumento de 126 mil pessoas (29,9%) em relação ao mesmo período do ano anterior (423 mil pessoas). No 3º trimestre de 2020 foram 502 mil pessoas desocupadas.

O nível da ocupação no último trimestre de 2020 ficou em 42,8%, que representa uma variação de -8 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior. A média anual fechou 2020 com 43,5%, 6,7 pontos percentuais abaixo do registrado em 2012 (50,2%).

20 estados com taxa recorde

Os impactos negativos da pandemia do coronavírus sobre o mercado de trabalho levaram 20 estados brasileiros a registrarem recorde da taxa média de desemprego em 2020. É o que apontam os dados divulgados nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os resultados regionais acompanharam a média nacional. Conforme divulgado pelo IBGE na última semana de fevereiro, a taxa média anual de desemprego do país em 2020 foi de 13,5%, a maior de toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).

As maiores taxas foram registradas em estados do Nordeste e as menores, no Sul. Somente em sete estados a taxa de desemprego média do ano não bateu recorde. São eles: Pará, Amapá, Tocantins, Piauí, Pernambuco, Espírito Santo, e Santa Catarina.

Dentre os 20 estados que registraram recorde, 12 tiveram taxa superior à média nacional. Os estados nos quais a taxa foi menor que a média do país são: Rondônia, Ceará, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás.

Até a informalidade caiu

O IBGE destacou que a crise no mercado de trabalho afetou, inclusive, o trabalho informal no país, considerado a porta de mais fácil acesso à ocupação. E foi a queda do número de trabalhadores informais a principal responsável pelos recordes da taxa de desemprego e baixo nível de ocupação.

A queda da informalidade não está relacionada a mais trabalhadores formais no mercado. Está relacionada ao fato de trabalhadores informais terem perdido sua ocupação ao longo do ano.

São considerados trabalhadores informais, segundo o IBGE, aqueles ocupados sem carteira, os trabalhadores domésticos sem carteira, os empregadores sem CNPJ, os que trabalham por conta própria sem CNPJ e os trabalhador familiar auxiliar. O levantamento mostrou que a taxa média de informalidade do país caiu 41,1% em 2019 para 38,7% em 2020.