CE tem maior alta do ano no custo de construir

img1
O custo da construção por metro quadrado no Estado, que em junho havia fechado em R$ 1.297,48, passou em julho para R$ 1.340,00  

O Índice da Construção Civil (Sinapi) subiu 3,28% em julho, no Ceará, maior alta do ano, 2,15 ponto percentual acima da taxa do mês anterior (1,13%). No acumulado dos últimos 12 meses, a taxa é de 22,81%, resultado acima dos 19,13% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores e o maior da série histórica. O acumulado de janeiro a julho ficou em 13,31%. Em julho de 2020, o índice foi 0,18%.

O custo da construção por metro quadrado no Estado, que em junho havia fechado em R$ 1.297,48, passou em julho para R$ 1.340,00, sendo R$ 838,70 relativos aos materiais e R$ 501,30 à mão de obra. Os dados são do Sinapi, calculados pelo IBGE.

Materiais impactam

“Os materiais continuam com altas sucessivas nos preços em todo o país. A alta é generalizada em todos os segmentos e de forma contínua em todos os estados, sobretudo do Sudeste. As altas têm se mantido ao longo do ano com um foco em produtos básicos derivados do aço e condutores elétricos, derivados do cobre, ambos insumos que são commodities minerais. Essas matérias primas estão impactando muito o preço dos produtos que as utilizam”, analisa o gerente do Sinapi, Augusto Oliveira.

Ele destaca ainda que há sobretudo um crescimento das pequenas obras e no setor imobiliário, que tem apresentado muitos lançamentos, conforme matérias na imprensa. “Esse aumento na demanda podem ser uma das justificativas para as elevações nos preços dos insumos da construção civil”, completa Oliveira.

Mão de obra

“No mês anterior, a parcela de mão de obra teve grande impacto no índice, como consequência do número grande de acordos coletivos homologados. Diferentemente, em julho, apenas foram captados acordos coletivos em três estados – Rio Grande do Sul, Ceará e Maranhão, um número bem inferior ao mês passado. Com isto os custos da mão de obra em julho caíram 2,6 pontos percentuais em relação a junho, registrando 0,52%”, analisa Oliveira.

Com alta tanto na parcela dos materiais como na mão de obra, o Mato Grosso do Sul foi o estado que apresentou a maior variação mensal, 3,58%, seguido pelo Ceará (3,28%), sob impacto da alta dos materiais e dissídio observado.