Crusoe abre 2ª fábrica no CE; R$ 100 mi investidos em 5 anos

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Maior exportador de atum em conserva do País projeta produção de 100 milhões de latas de sardinha e de atum até 2022 Foto: Tiago Stille

O Ceará ganha nova unidade de produção e envase de sardinhas e atum da empresa brasileira Robinson Crusoé, em São Gonçalo do Amarante.

Os produtos da marca Robinson Crusoé são feitos pela Crusoe Foods, que se instalou em São Gonçalo do Amarante em 2014 e, desde então, abastece as regiões Norte, Nordeste e parte do Sul e Sudeste.

Liderança

Desempenho que a consolida como maior indústria de pescados do Norte e Nordeste e a terceira maior do País, representando 11% do mercado nacional de atum.

Produção

A expectativa é que a nova divisão da fábrica produza 100 milhões de latas de sardinhas e atum até 2022. Para isso, a área total do complexo fabril foi ampliada de 8 mil m² para 12 mil m² .

Investimentos

A expansão está prevista nos investimentos projetados pela Companhia para a região que totalizam R$ 100 milhões nos próximos cinco anos. Até o momento, o grupo destinou R$ 57 milhões para a tecnologia industrial e modernização.

“Para nós é muito importante fortalecer a economia do mar, uma atividade que tem um grande potencial no litoral cearense e no Nordeste brasileiro”. A declaração foi dada pelo governador Camilo Santana, nesta terça-feira (28), durante a inauguração da nova

O investimento amplia os negócios do grupo no Ceará e mira exportações. “Estamos começando exportação para os Estados Unidos. Já vendemos na América Latina. E estamos negociando exportações para a União Europeia. Creio que vamos conseguir, tenho grande esperança, porque confio muito no modo de conduzir as coisas”, ressalta o presidente do grupo, Jesús Manuel Alonso.

Empregos

Atualmente, a unidade da Crusoe Foods em São Gonçalo do Amarante gera 540 empregos diretos, com aproximadamente 70% dos postos de trabalho ocupados por mulheres, e 1.500 empregos indiretos, contando com a força de trabalho de pescadores locais.

“Essa ampliação que estamos fazendo vai nos possibilitar que, dentro de um período de oito a dez meses, a gente comece a trabalhar na fábrica em dois turnos, isso pode nos dar uma possibilidade de aumentar em 30 a 40% o número de empregos ainda para o próximo ano. Estamos falando de mais 150 vagas de emprego”, aponta Fernando Botelho, diretor de Controladoria da empresa.

Além da geração de emprego, a fabricação própria de latas também possibilita à Robinson Crusoe manter a qualidade presente nos produtos – incluindo a utilização de atum fresco – e fazer o aproveitamento de todo o processo do pescado. “Hoje, a Crusoe é uma empresa que utiliza 100% do que entra dentro da fábrica. O pescado, a gente faz a conserva, e é gerado um subproduto; esse subproduto é destinado para fabricação de farinha que depois será aplicada na indústria de ração para pet. A parte do aço que sobra ao fabricar nosso próprio envase, ele também é utilizado para reciclagem, assim como plástico e papelão. Não há nada que entre na nossa fábrica hoje e seja descartado como lixo. A gente consegue dar uma destinação correta a todos os insumos”, complementa Botelho.