Crise hídrica, energia ainda mais cara e consumo elevado

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Para a  Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, os aumentos consecutivos refletem a adaptação de setores da economia para operarem durante a pandemia de Covid19 Foto: Freepik

Em meio a todas as crises já enfrentadas atualmente no País, o brasileiro se confronta com mais uma, a do setor energético, que ganha o componente da escassez hídrica. Além do encarecimento da energia, mais um fator inflacionário, o consumo está elevado.

No Ceará, o aumento do consumo em maio foi de 15%, acima da média do País, de 12,4%. Além do risco de apagões, que o governo federal busca afastar, a conta de luz  ficará ainda mais cara por mais tempo. E em 2022, já está prevista uma alta de pelo menos 5%.

Em maio, o consumo de energia elétrica no Brasil foi 12,4% maior do que o registrado no mesmo mês do ano passado. O volume consumido alcançou os 62.121 megawatts médios (MW med).

O mercado livre (ACL) registrou crescimento de 26,2%, enquanto o mercado regulado (ACR) apresentou alta de 6,2% em relação ao mesmo período de 2020. O dado faz parte do boletim Infomercado Mensal da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE.

A organização ainda avalia que os aumentos consecutivos refletem a adaptação de setores da economia para operarem durante a pandemia de Covid19.

Por estado

Na análise regional, quase todos os estados encerraram o mês em alta, com destaque para Amazonas (21%), Espírito Santo (20%), Rio de Janeiro (16%), São Paulo (15%), Ceará (15%), Minas Gerais (14%), Bahia (14%) e Santa Catarina (14%). Apenas o Maranhão registrou queda (-1%). Vale lembrar que os dados são preliminares e sofrerão alterações até o encerramento da contabilização.

Setores

Ao avaliar o consumo nos 15 ramos de atividade econômica monitorados pela CCEE, mesmo excluindo as novas cargas dos últimos 12 meses, todos registraram alta no mês de maio, com destaque para os setores têxteis (87,0%), seguida por veículos (84,4%) e serviços (38,4%).

Geração 

Acompanhando o consumo, a geração cresceu 12,5% no mês de maio, na comparação com o mesmo período do ano passado. O aumento se explica pela base de comparação mais reduzida de 2020, quando tanto a produção quanto o consumo de energia foram impactados pela pandemia.

Ao analisar a geração por fonte, houve crescimento em todas elas. As usinas hidrelétricas, principal matriz energética do Brasil, registraram alta de 4,1% (44.673 MW med). As usinas térmicas tiveram aumento de 36,1% (13.034 MW med), os parques eólicos de 37,8% (7.200 MW med) e as fazendas solares, como são conhecidas as usinas fotovoltaicas, de 15,7% (764 MW med).