Consumo de cerveja ainda segue forte dentro de casa

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Mesmo com a volta do funcionamento de bares e restaurantes e com a liberação do uso de máscaras, as ocasiões de compra de cerveja para consumir em casa saltaram 62%

Apesar do avanço da vacinação e da retomada do funcionamento normal dos bares, o consumo de cerveja segue forte dentro de casa. Comparado ao período pré-pandemia, a categoria teve aumento de 62% de ocasiões de compra para casa no último trimestre de 2021. 

Novos hábitos

Também é possível notar mudanças em relação às preferências do público por determinados formatos e embalagens. Os rótulos premium são impulsionados por latas (de até 349 ml) e garrafas, consumidas individualmente ou entre duas pessoas. Essas opções figuram entre as favoritas das mulheres, que são responsáveis por 51% do crescimento dessas bebidas.

Enquanto isso, as cervejas de marcas mainstream tendem a ser compartilhadas entre duas a quatro pessoas. Os rótulos são impulsionados, principalmente, pelas latas de 350 ml e latões. Vale destacar que o público masculino responde por 90% do crescimento desse segmento.

Experimentação

Os consumidores brasileiros estão mais abertos à experimentação de novos produtos e em busca de indulgência. De acordo com o estudo Consumer Insights 2021, realizado pela Kantar, essa tendência está em alta no mercado de bebidas. Além das cervejas, o estudo mostra que as despesas com água e outras bebidas também seguem tendências específicas. 

Energéticos

Itens menos populares estão ganhando destaque. Os energéticos, por exemplo, cresceram 32% em unidades consumidas em 2021, com destaque para o segmento em lata, que apresentou um aumento de 38% no ano.

Entre 2020 e 2021 as categorias mais robustas do nicho (como refrigerantes, cervejas e suco em pó) registraram uma queda de 1,3% de unidades. Apesar disso, a média de bebidas na cesta dos compradores cresceu de 5,5 itens em 2019 para 6 em 2021.

Água 

O consumo de água, por sua vez, reflete as diferentes realidades socioeconômicas do País. A bebida de filtro e torneira ganhou popularidade entre todas as classes sociais, principalmente C, D e E, nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro.

A água mineral, por sua vez, cresceu principalmente via classe C, na região do Rio de Janeiro. Relacionadas à praticidade. As embalagens mais compradas são as que têm menos de cinco litros.