Comércio do Ceará vende 9,4% a mais; 2º mês de crescimento

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As vendas no setor de tecidos, vestuário e calçados saltaram 655,3% em relação a igual período do ano passado. A elevação significativa responde ao estímulo do setor que estava com demanda reprimida diante do isolamento rígido Foto: Freepik

As vendas no comércio varejista cearense subiram 9,4% em maio, após crescimento de 7,8% em abril. Com isso, o resultado de maio é o segundo crescimento consecutivo do varejo.

No comparativo com o mesmo mês em 2020, a variação é de 28,3%. O setor acumula ganho de 5,1% no ano e de 3,3% nos últimos 12 meses.

Por setor

A variação no comparativo com o mesmo mês do ano passado foi de alta em sete das oito atividades.

A maior variação foi registrada em Livros, jornais, revistas e papelaria (735,7%), tecidos, vestuário e calçados (655,3%), móveis e eletrodomésticos (173,3%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (104,4%).

Também tiveram alta os equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (70,3%), os combustíveis e lubrificantes (54,5%) e os artigos farmacêuticos, médico, ortopédicos, e perfumaria e cosméticos (8,6%).

Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta quarta-feira (7/7) pelo IBGE. “Em relação a esse indicador, precisamos lembrar que a base de comparação era muito baixa. Era o recorde inferior da série histórica da pesquisa. Então podemos observar números bastante elevados, sobretudo no setor de tecidos, por causa da queda, especialmente, no período de março, abril e maio de 2020. Então ela reflete essa base muito baixa, assim como acontece com outros setores”, diz Cristiano Santos, gerente da pesquisa.

Por outro lado, houve queda nos hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-11,9%).“À época, esse setor acabou absorvendo as demandas por alguns produtos que são usualmente consumidos em outros setores. Ele cresceu em alguns momentos, depois desacelerou, mas estava com uma base alta nos meses de março, abril e maio do ano passado. Então, isso explica a queda”, explica o pesquisador.

Varejo ampliado

No comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, as atividades de veículos, motos, partes e peças e material de construção, as vendas decresceram 1,0% na passagem de abril para maio. A variação mensal com base no mesmo mês do ano anterior foi de 55,5%. No ano, o indicador acumula alta de 19,2% e em 12 meses de 8,8%.

Ainda no comparativo com maio de 2020, as atividades de veículos, motocicletas, partes e peças tiveram alta de 127,4%, enquanto os materiais de construção cresceram 163,2%. 26 unidades da federação têm crescimento nas vendas

Na passagem de abril para maio, o comércio varejista cresceu em 26 das 27 unidades da federação. Entre os destaques estão Amapá (23,3%), Ceará (9,4%) e Minas Gerais (9,2%). Já Goiás (-0,3%) foi a única a ter retração no volume de vendas do varejo.

No comparativo com maio de 2020, o Ceará tem a maior variação do país nas atividades de Combustíveis e lubrificantes (54,5%), livros, jornais, revistas e papelaria (735,7%), tecidos, vestuário e calçados (655,3%), móveis e eletrodomésticos (173,3%) e materiais de construção (163,2%). Já nas atividades de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-11,9%), o Estado tem a segunda maior queda do País.