Confiança do comerciante sobe pela 1ª vez no ano

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Percepção de melhora da economia e aumento das vendas no mês dos Namorados podem responder por aumento de 12,2% no Icec, depois de cinco quedas sucessivas

Após meses em baixa, a confiança do comerciante brasileiro apresentou forte reação. Em junho, o índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), pesquisa mensal realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostrou um crescimento de 12,2% em comparação a maio, atingindo 98,4 pontos e encerrando um período de cinco quedas seguidas. 

A avaliação positiva reflete, principalmente, a percepção de que as condições gerais da economia estão mais favoráveis. Entre os fatores que ajudam a contribuir para essa avaliação está o incremento gradual nas vendas do varejo, o que motivou recentemente a CNC a revisar para cima a projeção de vendas para 3,9% em 2021, com base nas estatísticas de abril do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

A entidade também ampliou a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), de 3,2% para 3,8%, na esteira das reavaliações dos índices do mercado. O impulsionamento das vendas de Dia dos Namorados foi outro fator relevante para o resultado do mês.

Maior circulação

“Por si só, a data dos namorados traz uma movimentação importante para o comércio e serviços, o que não ocorreu no ano passado diante do cenário agravado da pandemia. Mas essa retomada vem se desenhando com a desaceleração das medidas restritivas, o que aumenta a confiança do setor, no entanto a continuação do crescimento do otimismo depende diretamente do avanço na imunização no País. Há ainda a complementaridade de fatores como o auxílio emergencial, que vem 'desafogando' as famílias”, avalia o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

Em junho, excetuando-se o componente Intenção de Investimentos em estoque, que caiu 0,2%, os outros subindicadores que formam o Icec revelaram alta, com destaque para a melhora acentuada das Condições Atuais (19,3%), principalmente por conta da percepção de melhora da economia (29,3%). 

Na comparação anual, o aumento foi de 47,6%, o que não surpreende diante de uma base comprometida pelos efeitos iniciais da crise. O índice, no entanto, se mantém abaixo da zona de satisfação (100 pontos).
 

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