Varejo cearense amarga queda de 19,4% em março; maior do País

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É o terceiro resultado negativo nos últimos quatro meses e a maior queda entre as demais unidades da federação. Com o resultado de março, as vendas acumularam queda de 6,0% no primeiro trimestre e de 5,4% no acumulado dos 12 meses

Com o isolamento rígido, crise econômica e pandemia em repique, as vendas no comércio varejista cearense caíram 19,4% em março, após variarem 0,5% no mês anterior.

É o terceiro resultado negativo nos últimos quatro meses e a maior queda entre as demais unidades da federação. Com o resultado de março, as vendas acumularam queda de 6,0% no primeiro trimestre e de 5,4% no acumulado dos 12 meses. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta sexta-feira (7) pelo IBGE.

Impacto por setor

No comparativo com mesmo mês do ano anterior, com queda de 7,6%, o recuo foi acompanhado por seis das oito atividades investigadas pela pesquisa. O principal impacto negativo veio do setor de livros, jornais, revistas e papelaria, cujas vendas caíram 66,8% em março.

As outras quedas foram registradas pelos setores de tecidos, vestuário e calçados (- 55,8%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-17,3%), móveis e eletrodomésticos (-8,0%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-6,7%) e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-1,9%).

Os únicos setores que apresentaram alta foram os combustíveis e lubrificantes (6,5%) e os artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (7,2%).

No comércio varejista ampliado, na comparação com mesmo mês do ano anterior, as atividades veículos, motos, partes e peças avançaram 35,8% e de material de construção 46,0%, totalizando 8%, frente a março de 2020. No comparativo com fevereiro, a variação do varejo ampliado foi de -9,9%.

 22 estados em baixa

Em março, 22 das 27 unidades da federação refletiram a queda da média nacional frente ao mês anterior, com destaque para Ceará (-19,4%), Distrito Federal (-18,1%) e Amapá (-10,1%). Por outro lado, os destaques com taxas positivas foram Amazonas (14,9%), Acre (11,2%) e Roraima (4,2%).

Para a mesma comparação, no comércio varejista ampliado, a variação negativa também se deu em 22 unidades da federação, destacando-se Bahia (-15,2%), Piauí (-13,2%) e Distrito Federal (-12,8%). Já os principais impactos positivos vieram de Amazonas (15,7%), Roraima (5,3%) e Acre (1,3%).