Fortaleza: Cesta básica acumula alta expressiva de 16,92%

cesta
Ao longo de 12 meses, vários produtos continuam desafiando o bolso do trabalhador com altas expressivas, como o óleo (82,51%), o arroz (55,77%) e a carne (30,46%) Foto: Freepik

A renda está cada vez mais curta no Brasil para aquisição até dos alimentos básicos, impactando a baixa renda.

Em maio de 2021, o conjunto dos 12 produtos que compõem a cesta básica de Fortaleza registrou uma inflação de 1,32%. Em seis meses foi registrada deflação de 1,23% e no acumulado de 12 meses já atinge 16,92%.

Muitos itens de primeira necessidade estão sendo exportados e no mercado interno chegam cada vez mais caros ao consumidor.

Mais aumentos

A alta nos preços de nove dos 12 produtos da cesta básica fez com que para o trabalhador fortalezense, para adquirir os produtos que compõem a cesta, tivesse que desembolsar R$ 532,21.

Considerando o valor e, tomando como base o salário mínimo vigente no país de R$ 1.100,00 (valor correspondente a uma jornada mensal de trabalho de 220 horas), pode-se dizer que o trabalhador teve que desprender 106h e 26 minutos de sua jornada de trabalho mensal para essa finalidade. O gasto com alimentação de uma família padrão (2 adultos e 2 crianças) foi de R$ 1.605,63.

Vilões dos preços

A inflação nos preços da cesta básica foi influenciada pela alta de nove produtos. Destacam-se: o tomate (5,57%), o açúcar (4,78%), o café (4,52%), carne (2,39%), óleo (1,20%), leite (0,87%), farinha (0,43%), pão (0,43%) e a manteiga (0,61%). Os produtos que registraram uma baixa no preço foram: a banana (-4,02%), o arroz (-0,99%) e o feijão (-0,11%),

Aumento em 12 meses

Na série de 12 meses, dos produtos que compõem a Cesta Básica, o único item a apresentar redução no preço foi o tomate (-11,48). Todos os outros itens apresentaram elevações nos seus preços, com destaques para: o óleo (82,51%), o arroz (55,77%) e a carne (30,46%).