Cesta básica em Fortaleza é a mais cara do NE, mesmo com leve deflação

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De março de 2020 a julho de 2021, as altas foram estratosféricas. A maioria dos gêneros e itens básicos subiu. Os produtos que dispararam foram: óleo (97,05%), arroz (61,74%), açúcar (58,82%), carne (46,06%)

As famílias brasileiras ampliam mensalmente o desafio de colocar alimentação, inclusive básica, à mesa. Em setembro, para adquirir os produtos, respeitadas as quantidades definidas para a composição da cesta básica em Fortaleza, foi necessário, desembolsar R$ 552,09.

Houve uma leve deflação de 0,03% deixando praticamente em estabilidade a variação do valor total dos 12 produtos, resultado da baixa nos preços de cinco itens. Mesmo assim, Fortaleza ostenta o conjunto de produtos mais caro do Nordeste.

No acumulado de 12 meses, as altas mais significativas assimiladas pelos fortalezenses vieram do café (41,21%), açúcar (34,25%), óleo (25,04%) e carne (18,43%). Entretanto, o Dieese, que calcula o custo da cesta básica, apontou a variação de grande impacto ocorrida durante os meses desde o início da pandemia.

Na pandemia

De março de 2020 a julho de 2021, as altas foram estratosféricas. A maioria dos gêneros e itens básicos subiu. Os produtos que dispararam foram: óleo (97,05%), arroz (61,74%), açúcar (58,82%), carne (46,06%), farinha (33,95%), feijão (27,01%) leite (24,32%), manteiga (17,79%) e pão (17,22%). Portanto, além de toda a dificuldade trazida pela Covid19 na vida das pessoas, elas continuam tendo que enfrentar a inflação sem trégua.

Com base na cesta mais cara que, em setembro, foi a de São Paulo, o Dieese estima que o salário mínimo necessário deveria ser equivalente a R$ 5.657,66, o que corresponde a 5,14 vezes o piso nacional vigente, de R$ 1.100,00.

O cálculo é feito levando em consideração uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças. Em agosto, o valor do mínimo necessário deveria ter sido de R$ 5.583,90, ou 5,08 vezes o piso em vigor.

Setembro

Em Fortaleza, considerando a variação entre agosto e setembro de 2021, tiveram baixa o tomate (-7,38%), o arroz (-1,58%) e o feijão (-1,18%). Mas, na contramão, sete produtos registraram aumentos. Destacam-se: o café (7,07%), a banana (5,27%) e a manteiga (3,28%).

 

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