Cerbras eleva venda em 28% e investe R$ 170 mi em maquinário

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A indústria de cerâmica cearense planeja ampliar em 2021 o mix de produtos, incluindo porcelanatos de grandes formatos 

A Cerbras, maior indústria de porcelanatos do Nordeste, registra recorde de vendas em metros quadrados no primeiro semestre deste ano, totalizando um crescimento de 28% em relação a igual período em 2020, sendo a maior metragem de vendas do período em 31 anos de história da empresa.  

Em 2020, mesmo enfrentando os impactos da pandemia, a Cerbras bateu recorde de vendas, com um crescimento de 12% em comparação a 2019.O market share no Nordeste apresenta dados promissores para a empresa, que tem participação de 20% nas vendas em m², ou seja, para cada 5m² vendidos do Nordeste, 1m² é Cerbras.

"Com o alto crescimento da indústria da construção civil desde a retomada das atividades econômicas, em meados de junho de 2020, a confiança em relação ao segmento aumentou. Isso se deve muito ao fato da intensificação da queda das taxas de juros, responsável por alavancar os negócios e aquecer novamente a economia. Para 2021, pesquisas setoriais mostram que os empresários do segmento têm expectativas positivas para os próximos meses”, destaca Felipe Mota, diretor financeiro.

Investimentos

Mariana Mota, diretora industrial, explica que o investimento será de mais de R$ 170 milhões na aquisição de maquinários desenvolvidos na Itália e Espanha, referências mundiais em design e tecnologia de ponta voltada para esse mercado.

“A nova linha de produção da Cerbras já está em fase de acabamento e com a nova estratégia, a empresa espera aumentar sua capacidade produtiva para 4 milhões de metros quadrados por mês e se tornar uma das cinco maiores indústrias do segmento no país”, finaliza.
Novos formatos

A Cerbras, por exemplo, planeja ampliar em 2021 o mix de produtos, incluindo porcelanatos de grandes formatos (120cm x 120cm, 120cm x 60cm, 90cm x 90cm, 22,5cm x 120cm e 15cm x 120cm). 

A empresa será a única fábrica do Nordeste a produzir estes formatos que atendem às novas tendências mundiais de arquitetura e design através de equipamentos de última geração em tecnologia de porcelanatos.  

Demanda maior

Segundo Ticiana Mota, diretora administrativa, a indústria da construção civil sentiu, de fato, as consequências da pandemia da Covid-19, como a escassez de matéria prima no mercado e preços elevados de alguns insumos. No entanto, o setor segue otimista com 2021. “É também incentivo para este otimismo o aumento da procura pelos consumidores por materiais de construção, resultado da ressignificação que ganhou nosso lar neste período mais recluso. Embora tenha ocorrido um certo desabastecimento nas lojas, a expectativa é que 2021 retome o equilíbrio entre a oferta e a demanda dos produtos no varejo”, projeta a empresária.