CE: exportações sobem 12%; giro de US$ 1,07 bi no 1º semestre

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Primeiro semestre de 2021, o Ceará movimentou US$1,071 bilhão em exportações

No primeiro semestre de 2021, o Ceará movimentou US$1,071 bilhão em exportações, um crescimento de 12,7% se comparado com os seis primeiros meses de 2020. 

Considerando apenas o mês de junho, as vendas cearenses ao exterior registraram US$239,3 milhões, o que corresponde a um crescimento de 61,5%, se observado o mesmo mês do ano anterior. Quando comparado com o resultado de maio deste ano, percebe-se um avanço de 35%. 

As informações são do estudo Ceará em Comex, elaborado e divulgado pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará.

Compras

As importações cearenses apresentaram um desempenho negativo no mês de junho, registrando US$260 milhões e uma diminuição de 14,4% em relação ao mês de maio de 2021. Se comparado com o realizado em junho de 2020, observa-se um aumento de 80%. O realizado de US$ 1,54 bilhão em importações permitiu um crescimento de 27,7% no acumulado deste ano.

Saldo negativo

Os resultados do 1º semestre de 2021 geraram um saldo negativo de US$ 468 milhões na balança comercial do Ceará. A participação da pauta exportadora cearense na balança comercial do Nordeste é de 11,33% e no âmbito nacional se mantém em 0,79%. As importações cearenses representam nos âmbitos regional e nacional 14,4% e 1,55%, respectivamente, quando analisados os resultados de 2021.

Siderúrgica

Com aumento de 8,4%, as exportações de São Gonçalo do Amarante corresponderam a 50,4% do total vendido pelo Ceará e registraram o montante de US$ 574 milhões em vendas ao exterior em 2021, preponderantemente impactados pelas placas de aço da Companhia Siderúrgica do Pecém.

Em Fortaleza

Fortaleza obteve um desempenho positivo de 141,1%, somando em exportações o valor de US$138,7 milhões. Os principais produtos exportados pela Capital foram combustíveis, cocos e seus produtos, castanhas de caju, minérios de ferro e cera de carnaúba.

Outros municípios

Com exportações no valor de US$ 99 milhões, o município de Caucaia apresentou aumento de 18,5%, e aparece em terceiro lugar no ranking dos municípios exportadores cearenses. Sobral apresentou resultados positivos nas exportações em consequência da recuperação das vendas do setor calçadista para o exterior e registrou uma variação positiva de 12,1% no ano, realizando o valor de US$ 57,3 milhões em vendas para o exterior.

As exportações de Maracanaú subiram 51,1% e registraram o montante de US $52,7 milhões. Os principais produtos fornecidos para o exterior foram couros, produtos à base de ferro e aço e tecidos de algodão. 

O município do Aquiraz apresentou queda de 21%, somando apenas US$ 25,3 milhões. Os produtos à base de coco e de castanha de caju são os principais itens vendidos ao exterior pelo município, em especial para os Estados Unidos, Holanda e Canadá.

Já o município de Icapuí mantém grande destaque e crescimento de 31,9%. O município registrou exportações no valor de US$ 23,2 milhões em decorrência, principalmente, da venda de produtos da fruticultura, em especial melões e bananas. O município de Itapipoca registrou aumento de 39,7% no período de análise e montante de US$ 20,6 milhões em exportações. O município vende para o exterior, principalmente, sucos de frutas e
calçados.

Já o município do Eusébio exportou o montante de US$ 18,7 milhões e registrou uma queda de 11,6% no resultado dos primeiros seis meses de 2021. O principal produto exportado pelo município foi a cera de carnaúba que tem como principais destinos a China e a Alemanha. 

Com aumento de 34,5%, Uruburetama aparece no ranking dos principais municípios exportadores de 2021 e registra US$ 14,4 milhões em exportações. Os principais produtos exportados pelo município são calçados e suas partes e tiveram os Estados Unidos como principal comprador. No total, 57 municípios cearenses realizaram operações de exportação entre janeiro e junho de 2021.

Destinos

O estado aumentou em 85,3% as exportações destinadas para os Estados Unidos, somando US$675,7 milhões em 2021. O país possui a maior representatividade no que se refere aos países de destino das exportações cearenses sendo responsável por comprar cerca de 63,1% do total vendido pelo Ceará para o exterior. Os principais produtos de interesse do país foram produtos chapas de aço, “Partes de outros motores/geradores/grupos eletrogeradores, etc”, couro, castanha de caju e calçados.

Em segundo lugar no ranking dos principais países de destino das exportações cearenses, o Canadá apresentou uma queda de 51,8% e comprou o equivalente a US$ 42 milhões em produtos, em especial em virtude da procura por produtos à base de ferro e aço, castanha de caju e água de coco. A Coreia do Sul dobrou a compra de produtos cearenses no período analisado e registrou o valor de US$ 41,6 milhões em compras no estado. O resultado positivo foi impulsionado pela procura de produtos do setor siderúrgico.

Aproveitando os benefícios tarifários previstos no acordo Mercosul, as exportações para a Argentina subiram 82,4% no 1º semestre de 2021. O valor de US$ 32,9 milhões contempla produtos como tecidos de algodão, partes de calçados e castanha de caju. O Ceará exportou cerca de US$ 26 milhões para o Chile, o que corresponde a 206,2% de aumento das vendas para o país no período analisado. Os principais produtos procurados pelo país foram “Partes de outros motores/geradores/grupos eletrogeradores, etc.”, castanhas de caju e atum em conserva.

A Holanda apresentou um crescimento de 3,2% e comprou o equivalente a US$ 24,4 milhões em produtos, em especial em virtude da procura por melões, melancias, castanhas e calçados. A Colômbia apresentou um resultado positivo aumentando as compras do Ceará em 57,9% no início deste ano. 

Os calçados, produtos à base de ferro e aço e “Rolhas, outras tampas e acessórios para embalagem, de metais comum” foram os principais artigos cearenses enviados para o país, que registrou o montante de US$ 23,4 milhões em importações. O Ceará aumentou suas exportações para a Itália em 49,9% no acumulado deste ano. Grande compradora de calçados, couros e quartzitos, o país registrou US$ 19,8 milhões em compras de produtos do estado.

A Alemanha apresentou queda de 14,6%, registrando US$ 15,8 milhões em compras de produtos cearenses, em especial de cera de carnaúba, couros e calçados. Outro país que apresentou destaque no início deste ano foi o Reino Unido, com crescimento de 25,8% nas aquisições de produtos do Ceará, somando US$ 14 milhões. As frutas mais procuradas foram melões, melancias e bananas. Além desses itens, os calçados também aparecem entre os principais produtos destinados para o parceiro.

Diversificado

Em 2021, o Ceará exportou para 123 países diferentes, o que corresponde a uma queda de 6,1% na variedade dos destinos de exportação do estado. O modal marítimo é a principal escolha dos exportadores cearenses para enviar seus produtos para o exterior.

O destaque ficou com as exportações pelo modal rodoviário que quase dobraram em comparação ao período analisado. Os principais produtos exportados por essa via foram os calçados e suas partes. Apesar da baixa representatividade, o modal aéreo pode ser uma solução para cargas
que precisam ser entregues com maior brevidade. O tipo de carga embarcada por esse modal corresponde a calçados, couro e rolhas.

Fortaleza e as importações

Fortaleza foi a principal cidade importadora do Ceará e representou 28,3% do total comprado pelo estado no exterior em 2021. A Capital registrou US$ 436,4 milhões em aquisições de produtos no exterior, o que corresponde a um aumento de 3,6%, se comparado com o mesmo período do ano anterior. Os produtos mais demandados foram trigo, hulha betuminosa e óleo de palma.

Em segundo lugar no ranking dos principais municípios importadores está São Gonçalo do Amarante. O município importou US$ 306,8 milhões neste ano, o que representou um aumento de 17% se comparado com o resultado do ano anterior.

O gás natural liquefeito e a hulha betuminosa foram os principais produtos procurados pelo município no exterior. Além desses, tijolos e peixes congelados também foram demandados no mercado internacional.