Governo pagará 50% do Mínimo a cada vaga para gerar 20 mil empregos

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O governador Camilo Santana anunciou a medida válida por seis meses, que tem o objetivo de criar novos postos de trabalho nos setores do comércio e serviços

Impulso à geração de emprego. O governo cearense quer atuar como mola propulsora para gerar vagas nos setores de comércio e serviços. O governador Camilo Santana encaminhará para votação na Assembleia Legislativa do Ceará projeto de lei que permite ao Estado subsidiar 50% do salário mínimo para empresas que contratarem novos trabalhadores.

O valor subsidiado será concedido durante seis meses e beneficiará empresas de setores que foram muito afetados pela pandemia da Covid-19.

Emprego e renda

“Serão 20 mil novos empregos gerados no Ceará, onde o Governo do Estado vai bancar 50% do salário desses trabalhadores. Uma forma de estimular renda, emprego e oportunidades para os nossos irmãos cearenses. Essa tem sido uma das minhas grandes preocupações, além da pandemia e da vacinação. A vacinação é prioridade, porque são vidas salvas, mas outra é gerar emprego e oportunidades”, garantiu Camilo Santana.

De acordo com o governador, a lei estabelece critérios para a política de subsídio, que será desenvolvida através da Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet). “Tem que ser novos empregos, porque a gente quer gerar novos empregos. Também tem um teto de número de pessoas, vai ter toda uma regulamentação”, complementou.

"Passaporte da felicidade"

O presidente da CDL de Fortaleza, Assis Cavalcante, afirmou que cada novo emprego gerado é motivo de alegria para quem contrata e esperança para o trabalhador. “Vamos dar dignidade às pessoas. Vamos dar emprego às pessoas. Vamos conseguir assinar a carteira. A carteira de trabalho assinada é o passaporte da felicidade, é o bem-estar da família. Nós que empregamos sabemos o valor de dar emprego”, comemorou Assis Cavalcante.

O empresário lembrou ainda que, no auge da pandemia em 2020 e no início de 2021 com as medidas de isolamento social rígido, os pequenos empresários, especialmente, que tinham um ou dois trabalhadores tiveram de demitir e agora será uma oportunidade de recontratar.

“Faço um apelo para os empresários, os lojistas, contrate novamente, porque esse colaborador também é um consumidor. Quando a gente emprega um número maior de pessoas, geramos mais renda, porque tem mais gente pra comprar. É isso que faz a economia girar e crescer” enfatiza.