Ceará gera 81,4 mil empregos formais; Fortaleza é a 6ª do País

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O comércio cearense, apesar das dificuldades ainda impostas pela pandemia, terminou o ano com um saldo positivo de comércio 19.806 vagas criadas Foto: Freepik

O Ceará gerou 81.460 vagas de emprego com carteira assinada em 2021. O comércio, apesar das dificuldades ainda impostas pela pandemia, terminou o ano com 19.806 vagas criadas.

Fortaleza aparece no ranking nacional entre as 50 que mais geraram empregos formais. É a 6ª do País e lidera na Região Nordeste, com um saldo de 37.037 oportunidades que foram criadas ao longo do ano passado.

A líder nacional foi a megalopole São Paulo (SP), com 336.836 empregos criados, seguem: Rio de Janeiro (RJ)
813.89; Belo Horizonte (MG), 56.930; 
Brasília (DF), com 56.011 e Curitiba (PR), com 42.835. Depois aparece a Capital cearense.

Setores no Estado

Agropecuária, construção civil e indústria geraram menos emprego proporcionalmente, sendo registrados 700, 14.366 e 7.916, respectivamente. Os serviços conseguiram um bom desempenho, a despeito de terem sido extremamente afetados com a crise, resultando em 38.673 ao longo do ano.

Saldo distante do necessário

O Brasil terminou o ano de 2021 com saldo positivo de 2.730.597 vagas de emprego com carteira de trabalho assinada. Mas muito distante de atender às necessidades de 12,4 milhões que estão na fila por um emprego no País.

Ao longo do ano, foram registradas 20.699.802 admissões e 17.969.205 desligamentos. Os dados foram divulgados hoje (31) pelo Ministério do Trabalho e Previdência.

Já o mês de dezembro registrou retração de 265.811 postos de trabalho. O número decorre de um total de 1.703.721 de desligamentos e de 1.437.910 admissões.

O estoque de empregos formais no país, que é a quantidade total de vínculos celetistas ativos, em dezembro, ficou em 41.289.692 vínculos, o que, segundo o ministério, representa uma queda de 0,64% em relação ao mês anterior. 

Por setor no País

No acumulado do ano, o saldo de 2,7 milhões de postos de trabalho teve, no setor de serviços, sua maior contribuição, com 1.226.026 vagas criadas. Foram 9.284.923 admissões ante a 8.058.897 desligamentos.

O setor de comércio agregou outras 643.754 vagas (4.889.494 admissões e 4.245.740 desligamentos), enquanto a Indústria gerou 475.141 novas vagas (3.352.363 admissões e 2.877.222 desligamentos) em 2021.

As atividades de construção criaram 244.755 vagas (2.017.403 admissões e 1.772.648 desligamentos), enquanto agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura teve 140.927 novas vagas com carteiras assinadas (1.155.619 admissões e 1.014.692 desligamentos).

O estoque (quantidade total de vínculos formais ativos) no acumulado do ano apresentou variação de 7,08% (na comparação com 1º de janeiro de 2021).

Já em dezembro, o saldo de empregos foi negativo em quatro dos cinco grupamentos de atividade econômica analisados. O único a apresentar saldo positivo (9.013 vagas) foi o de comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas.

O saldo da indústria ficou negativo em 92.047 vagas; o da construção perdeu 52.033 postos de trabalho; o de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura registrou uma queda de 26.073 vagas; e o de serviços diminuiu em 104.670 o saldo de empregos celetistas.