Bomar faz doação de pele de tilápia à UFC com fins medicinais

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Bomar Pescados doará, trimestralmente, cerca de 800 peles de tilápia, totalizando 2.400 anuais. Em três anos de parceria, a empresa de pescados já disponibilizou aproximadamente 3.500 peles

A Bomar Pescados, empresa cearense com destaque nacional na comercialização de pescados, oficializou o contrato de parceria com o Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NDPM) da Universidade Federal do Ceará (UFC), para fornecimento da pele da tilápia, contribuindo com o ‘Projeto Pele da Tilápia’.

Com a parceria, a Bomar doará, trimestralmente, cerca de 800 peles de tilápia, totalizando 2.400 anuais, sempre com as especificações técnicas e sob a orientação do NPDM.

Parceria

Em três anos de parceria, a empresa de pescados já disponibilizou, aproximadamente, 3.500 peles.

Para o diretor comercial da Bomar, Gentil Linhares Filho, é uma enorme satisfação contribuir para a pesquisa científica cearense e brasileira. “Sabemos a importância de questões sociais como essa, por isso, entendemos a necessidade de continuarmos colaborando com o desenvolvimento do projeto”, ressaltou.

Referência nacional em pesquisa, a UFC recebe pacientes do País inteiro, em Fortaleza. “Nossa intenção é, após a pandemia, criar bancos de pele de tilápia em outros estados do Brasil para que o procedimento seja feito em outros centros. Precisamos de pelo menos cinco anos de acompanhamento desses pacientes para ver os resultados, além de terminar os estudos de genética e epigenética”, ressalta o diretor do NPDM, Dr. Manoel Odorico de Moraes Filho, e o coordenador geral da pesquisa da Pele da Tilápia do NPDM, Dr. Edmar Maciel.

Inovação

O uso da pele da tilápia para finalidades médicas levou seis anos sendo pesquisado no Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM) da Faculdade de Medicina da UFC, em parceria com o Instituto de Apoio ao Queimado (IAQ), com sede em Fortaleza. As peles, provenientes de peixes criados em tanques de água doce, são doadas pela Bomar Pescados, situada no litoral cearense. O material é processado e testado nos laboratórios da UFC e a radioesterilização é feita em São Paulo, no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN).

Novos estudos

Além da vaginoplastia e do tratamento de queimaduras, o uso da pele da tilápia está sendo estudado em outros contextos, como procedimentos odontológicos e veterinários ou scaffolds (suportes estruturais) para a produção de válvulas cardíacas e telas para reparos de tendões e hérnias abdominais.