Abrasel-CE reage diante do não avanço da flexibilização

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Com o fim do programa BEM, a alta do preço dos insumos, aluguel e energia, os estabelecimentos da categoria permanecem em situação delicada e sem qualquer perspectiva de melhora Foto: Freepik

A decisão do governo estadual de não avançar no último decreto de flexibilização gera reações de bares e restaurantes querem funcionar com 100% da capacidade, com ampliação do horário de funcionamento, além de acomodar mais pessoas por mesa.

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Ceará (Abrasel) destaca que "o Estado do Ceará, mais uma vez, insistiu em medidas ineficazes para tentar conter o avanço das variantes na população e lamenta tais decisões, uma vez que além de serem pouco eficazes, prejudicam totalmente a retomada da economia e sufocam os pequenos empresários", frente ao decreto da sexta-feira (6/8).

Situação delicada

Com o fim do programa BEM, a alta do preço dos insumos, aluguel e energia (essa última     aguardando quitação pelo Governo do Estado a 5 meses), os estabelecimentos da categoria afirmam que permanecem em situação delicada e sem qualquer perspectiva de melhora.

Segundo o governador, a razão para não avançar no plano de reabertura da economia é a preocupação com a chegada da variante delta no Estado, para que não haja recrudescimento dos casos no Estado.

"Contramão"

Para a Abrasel, o Estado do Ceará caminha na contramão do restante do país com a manutenção dos termos do decreto. “Estão sendo ignoradas as mais de 50 mil famílias do setor que estão desempregadas e que precisam urgentemente de amparo. Muitas dessas famílias têm origem humilde e em sua maioria sendo mulheres, ou seja, esse preconceito com nosso setor está causando desemprego para milhares de mães de família que dependem para sustentar seus lares”, comenta Taiene Riguetto, presidente da Abrasel no Ceará.

A Associação não ficará inerte diante de tanto descuido, sendo urgente que sejam adotadas medidas com eficácia para conter o avanço do vírus e que também auxiliem na recuperação do setor que tanto sofre, ficando sempre com a maior conta dessa pandemia.