Procon: precos nos supermercados dispararam 817%

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Em pouco mais de um ano, os preços de alimentos e produtos nos supermercados da Capital sofreram alta exorbitante 

Em pouco mais de um ano, os preços de alimentos e produtos nos supermercados da Capital sofreram alta de até 817,35%. É o que revela um estudo inédito do Departamento Municipal de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon Fortaleza). O órgão comparou os menores preços dos produtos, em fevereiro do ano passado, com os maiores preços registrados na última pesquisa, realizada entre os dias 07 e 10 de março.

Altas consecutivas 

O quilo do mamão subiu oito vezes no período analisado, indo de R$ 0,98 a R$ 8,99, uma variação de 817,35%. A cenoura também apresentou alta variação em pouco mais de um ano, saindo de R$ 2,99 (kg), em fevereiro do ano passado, para R$ 12,99 (kg), agora em março, ou seja, 334,45% de diferença. Em seguida, o quilo da cebola apresentou variação de 209,36%, no mesmo período, indo de R$ 2,99 para R$ 9,25.

Refrigerantes, arroz e feijão foram os itens que menos variaram de preços no período, subindo respectivamente de R$ 6,99 para R$ 7,99 (14,31%), R$ 4,99 para R$ 5,99 (20,04%) e R$ 6,75 para R$ 8,49 (25,78%).

Segundo a diretora do Procon Fortaleza, Eneylândia Rabelo, uma boa dica é optar por frutas e legumes da estação, pois a grande oferta desses produtos pode baratear o custo. Ela também esclarece direitos dos consumidores.

"Os supermercados são obrigados a cumprir ofertas e promoções. Portanto, o consumidor deve guardar encartes e anúncios e exigir o cumprimento. Outra saída para fugir da alta de preços é comprar em dias de ofertas de carnes, frutas e verduras", sugeriu Eneylândia.

Aumentos generalizados

Dos 61 produtos que se repetiram na pesquisa de fevereiro do ano passado e no levantamento de março deste ano, nenhum teve redução de preço. Pelo menos 20 produtos subiram mais de 100%. O Procon realizou o comparativo com fevereiro do ano passado, pois em março de 2021 não foi realizada pesquisa de campo devido aos cuidados de isolamento social para contenção da Covid-19.

Quando comparados todos os itens, o menor preço total dos 61 produtos ficou em R$ 542,98, em fevereiro do ano passado, enquanto que em março deste ano, os mesmos produtos somam R$ 971,80, uma variação de 78,98%.

Café da manhã

Preços de alimentos básicos do café da manhã também apresentam alta variação em pouco mais de um ano. O pote de margarina, por exemplo, subiu de R$ 3,99, em fevereiro do ano passado, para R$ 9,35, em março deste ano, uma variação de 134,34%. A bandeja de ovos, com 20 unidades, passou de R$ 7,99 para R$ 17,99 (125,16%). Já o pacote de café subiu de R$ 4,19 para R$ 9,39 (124,11%). O pão francês carioquinha saiu de R$ 12,39 para R$ 16,99 (37,13%). Caso o consumidor opte por uma fruta no café da manhã, o quilo da banana saltou de R$ 2,99 para R$ 6,45 (115,72%).

Análise mensal

Em março deste ano, alimentos e produtos pesquisados pelo Procon continuam mais caros na Regional 6, onde ficam bairros como Cambeba, Cidade dos Funcionários e Messejana, repetindo a maior alta, nas regionais, registrada no mês passado. O valor total dos itens nesses bairros ficou em R$ 758,06, enquanto na Regional 4, em bairros como Aerolândia, Fátima e Parreão, os produtos somam R$ 600,57. A Regional 4 também foi o local com os preços mais baratos no mês passado.