Intenção de compra em Fortaleza despenca; confiança sobe

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Com as liquidações, o consumidor é mais tentado e compelido a comprar, mas a intenção de ir às compras caiu em janeiro, o que é esperado para o período pós-Natal 

Era de se esperar e tendo contraído mais dívidas no fim do ano e com os impostos, material escolar e várias obrigações batendo à porta, a intenção de compra do fortalezense neste primeiro mês do ano despencou. Estava no patamar de 54,2% em dezembro e em janeiro a taxa se situa em 40%.

Ainda assim, a confiança do consumidor registrou a quarta melhora consecutiva, como mostra a primeira pesquisa deste ano, realizada pela Fecomércio Ceará, através do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC). O Índice de Confiança do Consumidor de Fortaleza (ICC) apresentou crescimento de 2,5%, passando de 116,5 pontos em dezembro, para 119,3 pontos em janeiro. Entretanto, o indicador permanece abaixo do verificado em janeiro do ano passado (122,8 pontos). Sobre a percepção do ambiente econômico nacional, 56,5% dos consumidores entrevistados acreditam em melhora no cenário nos próximos 12 meses, ante 52,1% da pesquisa de dezembro.

O mês de janeiro possui como tradição a realização de várias liquidações, justificando a forte presença de itens de consumo duráveis na lista dos produtos mais desejados para compra, como Artigos de vestuário, citados por 18,3% dos entrevistados; Móveis e artigos de decoração (16,0%);  Televisores (14,8%); Geladeiras e refrigeradores (13,4%), que puxam a lista.

O valor médio das compras é estimado em R$ 573,27 e a intenção de compra mostra-se mais elevada para os consumidores do sexo feminino (41,1%), mais vigorosa para o grupo com idade entre 25 e 34 anos (49,4%) e no estrato com renda familiar mensal superior a dez salários mínimos (50,7%).