Feijão e carne são vilões da cesta básica; altas de 68% e 35%

cesta
O consumidor fortalezense viu os preços dispararem em 2019, sobretudo no fim do ano na alimentação básica com a carestia invadindo a mesa do trabalhador Fotomontagem: Regina Carvalho

Dezembro de 2019 foi um mês de inflação bem alta em Fortaleza, o que o consumidor constatou no bolso, se refletiu nos números do custo da cesta básica. Para adquirir o conjunto dos 12 produtos que compõem a cesta a inflação chegou a 9,55%. A capital cearense registrou a 3ª cesta básica com maior variação no ano no Nordeste, ficando atrás de Recife (15,63%) e Natal (12,41%).

Os vilões da alimentação básica no ano foram o feijão e a carne, com altas de estratosféricos 68,82% e 35,46%, respectivamente, enquanto a inflação para o ano no País é estimada para 2019 em 4,13% pelo Banco Central.

Em Fortaleza, a alta nos preços de oito dos 12 itens básicos fez com que um trabalhador, para adquirir

caro

os produtos, respeitadas as quantidades definidas para a composição da cesta, tivesse que desembolsar R$ 433,64. Considerando o valor e, tomando como base o salário mínimo vigente no País de R$ 998,00 (valor correspondente a uma jornada mensal de trabalho de 220 horas), pode-se dizer que o trabalhador teve que desprender 95h35minutos de sua jornada de trabalho mensal para essa finalidade. O gasto com alimentação de uma família padrão (2 adultos e 2 crianças) foi de R$ 1.300,92.