Quatro grupos de despesa elevam inflação na baixa renda

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O maior impacto nos preços para a menor renda pesou mais por conta das carnes bovinas (7,56% para 16,02%) e gasolina (1,11% para 3,45%) Foto: Freepik
 

Os produtos básicos do dia a dia estão gerando mais impacto na vida dos brasileiros de menor renda. O Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1), que mede a inflação para famílias com renda até 2,5 salários mínimos, fechou 2019 com inflação de 4,60%. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), a taxa é superior aos 4,17% apurados no ano anterior. 

Em dezembro de 2019, o IPC-C1 ficou em 0,93%, acima do 0,56% de novembro e do 0,77% registrado pelo IPC-BR em dezembro.

Quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram elevação em suas taxas de variação: Alimentação pesou mais, saindo de 0,60% para 3,08%, Transportes (de 0,19% para 0,82%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,11% para 0,31%) e Vestuário (de 0,32% para 0,46%). Nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens: carnes bovinas (7,56% para 16,02%), gasolina (1,11% para 3,45%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,22% para 0,66%) e roupas (0,34% para 0,65%). 

Pesou menos

Em contrapartida, os grupos Habitação (0,70% para -0,96%), Despesas Diversas (2,48% para 1,40%), Educação, Leitura e Recreação (0,59% para 0,10%) e Comunicação (0,14% para 0,02%) apresentaram recuo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, vale citar os itens: tarifa de eletricidade residencial (2,85% para -5,40%), jogo lotérico (26,16% para 10,21%), passagem aérea (15,08% para -3,82%) e tarifa de telefone residencial (0,17% para -0,17%).

A taxa do IPC-C1 em 2019 é superior ao registrado pelo Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-BR), que mede a inflação para todas as faixas de renda, que ficou em 4,11% no mesmo período. Os principais impactos no IPC-C1 em 2019 vieram das classe alimentação, com alta de preços de 6%, e transportes, com 6,01% no período.