Ceará gera 4,8 mil empregos; melhor novembro desde 2015

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Nos últimos 11 meses, foram criados 13.564 empregos com carteira assinada no Estado, de acordo com números do Caged Foto: Freepik

O Ceará gerou 4.860 vagas de emprego em novembro de 2019, o melhor resultado desde igual mês de 2015. O crescimento foi de 0,42%, com 32.262 admitidos e 27.402 demitidos. 

No ano, ou seja no acumulado de 11 meses de 2019, o crescimento foi de 1,18% e foram criadas 13.564 empregos com carteira assinada. O saldo é resultado de 360.986 admissões, contra 347.422 demissões.

Nos últimos 12 meses a geração atingiu 7.480 postos de trabalho, sendo 385.114 contratados, contra 377.634 cortados, com avanço de 0,65%.

Setores

Em novembro, seis setores da economia apresentaram saldos positivos, principalmente o comércio (2.989) e os serviços (2.010). Saldos negativos foram observados somente nos setores da indústria de transformação (-151) e agropecuária (-441). Nos serviços, destacam-se os subsetores de alojamento, alimentação, reparação, manutenção, redação (813), serviços médicos, odontológicos e veterinários (772) e comércio administração de imóveis, valores mobiliários, serviços técnico (677).

Municípios

Dentre os municípios com maiores saldos, além da Capital (3.188), onde se concentrou a maior parte da geração de postos de trabalho, também se destacam os municípios de Caucaia (272), Tianguá (125), Quixadá (122), Morada Nova (120) e Aquiraz (115).

Segundo o analista de mercado do trabalho do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), Mardônio Costa, “no acumulado até novembro desse ano (13.564 novos empregos), a economia cearense gerou o equivalente a 47,6% dos empregos criados no mesmo período de 2018 (mais 28.506 empregos), o que deixa transparecer a recuperação do emprego formal no Ceará. Ademais, oito em cada dez empregos gerados no  Estado estão na RMF (3.859 empregos)”.

Brasil

No País, pelo oitavo mês consecutivo, saldo de emprego é positivo no País, mas muito longe de atender à necessidade de mais de 12 milhões de desempregados. Foram criados em novembro  quase 100 mil novos postos de trabalho e a modalidade intermitente teve mais de 11 mil empregos, mostrando a precariedade de uma boa parte das vagas.

em números exatos, os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de novembro mostram o saldo de 99.232 vagas de trabalho, resultado de 1.291.837 admissões e 1.192.605 desligamentos no período. No acumulado do ano, foram criados 948.344 empregos com carteira assinada.

Divulgado nesta quinta-feira (19) pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, o Caged ainda traz um estoque total de empregos de 39,3 milhões, superior aos 38,7 milhões registrados em novembro de 2018. 

Estados e regiões

No mês, quatro das cinco regiões apresentaram saldo positivo, com destaque para a região Sudeste com a criação de 51.060 novas vagas. Na região Sul foram 28.995 novos postos; no Nordeste, 19.824; e na Norte, 4.491. A região Centro-Oeste foi a única a registrar saldo negativo em 5.138 postos.

Das 27 unidades da federação, 21 tiveram variação positiva. São Paulo registrou o maior saldo positivo, com a geração de 23.140 novos postos; Rio de Janeiro, com 16.922, e Rio Grande do Sul com 12.257.

Comércio puxa

Entre os setores, o destaque do mês ficou com o Comércio, responsável pela geração de 106.834 novos postos – a maioria (100.393) no Comércio Varejista. Também tiveram resultados positivos os setores de Serviços, com 44.287 novas vagas e Serviços Industriais de Utilidade Pública, com 419 novos postos.

Apresentaram saldo negativo os setores da Indústria de Transformação (-24.815 postos), Agropecuária (-19.161 postos), Construção Civil (-7.390 postos), Administração Pública (-652 postos) e Extrativa Mineral (-290 postos).

Salário

O salário médio de admissão nacional foi de R$ 1.592,26 e o salário médio de desligamento foi de R$ 1.795,16. Em termos reais (mediante deflacionamento pelo INPC), registrou-se crescimento de 0,96% para o salário médio de admissão e de 3,08% para o salário de desligamento, na comparação com novembro do ano passado.