Inadimplência do consumidor é a menor em mais de um ano

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O fortalezense utiliza o crédito principalmente para consumo de itens de alimentação (51,6%), educação e saúde (43,1%) e aquisição de eletroeletrônicos (38,1%) Foto: Freepik

Fortaleza registra a menor taxa de consumidores inadimplentes desde dezembro de 2018. Caiu, no último mês do ano, o número de consumidores fortalezenses endividados, inadimplentes e também recuou o comprometimento da renda familiar.

De acordo com a Pesquisa do Endividamento do Consumidor de Fortaleza, realizada pela Fecomércio Ceará, através do Instituto
de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC)., 60,9% dos consumidores da Capital cearense possuem algum tipo de dívida.

O índice veio -2,9 pontos percentuais abaixo do indicador do último mês de novembro (63,8%). A queda se deu em todos os indicadores da pesquisa e sugere que a redução do endividamento pode abrir espaço para o crescimento do consumo no fim do ano. A proporção de consumidores com contas ou dívidas em atraso caiu 0,3 ponto percentual, passando de 20,5% dos consumidores em novembro, para 20,2% neste mês. Os problemas financeiros afetam mais as mulheres (20,8% dos entrevistados desse grupo afirmaram possuir contas em atraso), os consumidores do estrato com idade entre 25 e 34 anos (26,0%) e da classe com renda familiar abaixo de cinco salários mínimos (22,8%).

Desequilíbrio financeiro

O tempo médio de atraso é de 66 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro - a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 65,5% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em
outras finalidades, com 31,5%, seguido do esquecimento do pagamento da obrigação (4,5%).

Para onde vai a renda

Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: cartões de crédito, citados por 79,4% dos entrevistados; financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 18,0%; carnês e crediários, com 6,6%; empréstimos pessoais, com 5,6%; e cheque especial, com 3,4%. 

O consumidor utiliza o crédito para consumo de itens de alimentação (51,6% das respostas); realização de despesas de educação e saúde (43,1%); aquisição de eletroeletrônicos (38,1%); e compra de artigos de vestuário (31,8%).

Valor médio

O valor médio das dívidas está estimado em R$ 1.525, com prazo médio de sete meses, comprometendo 38,7% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento, patamar considerado elevado para os padrões históricos do endividamento do cearense.