Atlas traz vantagens e potencial eólico e solar do Ceará

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Beto Studart, ex-presidente da Fiec, governador Camilo Santana,  presidente da Fiec, Ricardo Cavalcante, e  presidente do Sindienergia, Benildo Aguiar, no lançamento do Atlas Foto: Sistema Fiec

O único atlas híbrido do Brasil que mapeia o potencial eólico e solar é do Ceará e já está disponível para consulta. O Atlas foi lançado nesta sexta-feira (13), na Federação das Indústrias do Ceará pelo governador Camilo Santana, e o presidente da Fiec, Ricardo Cavalcante.

A publicação atende a uma demanda da Câmara Setorial de Energias Renováveis da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), que tem à frente Eduardo Neves, e contou ainda com a Fiec e Sebrae na sua formulação. 

“O investidor poderá fazer simulações em uma ferramenta interativa. Isso vai permitir mais velocidade e que possamos trazer mais rápido investidores para o Ceará”, afirmou Camilo Santana.

Conforme o presidente da Fiec, Ricardo Cavalcante, o novo Atlas é um divisor de águas para o Ceará. “Ficará à disposição para a comunidade acadêmica, do mercado e da população como um todo. Conseguimos unir talento e tecnologia de ponta em um trabalho de dedicação e muito esforço”, assinalou.

Atratividade

O presidente da Adece, Eduardo Neves, ressalta o tempo de espera do Estado para a concretização do trabalho. "O Atlas Eólico e Solar do Ceará traz todas as informações necessárias para o investidor escolher a localidade ideal para aportar seus recursos. Agora, com ele em mãos, teremos mais munição para atrair novas empresas e aumentar nossa cadeia produtiva. Fomos o Estado pioneiro do Brasil no setor de energias renováveis, fomos também o primeiro a lançar um Atlas do Potencial Eólico e, agora, quase 20 anos depois, lançaremos o primeiro atlas híbrido", comemora.

Vantagens competitivas

O secretário adjunto de Energia, Mineração e Telecomunicações, da Seinfra-CE, Adão Linhares, destaca vantagens competitivas identificadas com o Atlas. O Ceará está em posição de destaque no cenário mundial com áreas promissoras na costa. Os aproveitamentos energéticos offshore com seus impactos positivos e negativos são citados no estudo.

"Nos 574 quilômetros de costa do Ceará, em uma plataforma que vai até 50 quilômetros mar adentro, o estudo mostrou um potencial de 117 gigawatts com uma característica de constância e estabilidade de produção de energia comparável ao comportamento de uma hidrelétrica com fator de capacidade superior a 60%", comenta.

Maior valor

Outra característica apresentada, de acordo com o especialista do setor energético, está na geração eólica do Estado. "No curso do dia, a produção é melhor no horário onde a energia tem mais valor, no horário de pico. Isso nos diferencia dos demais estados do Nordeste", conclui Linhares. 

Investimento

A concepção do projeto contou com investimento de R$ 1,4 milhão, sendo R$ 800 mil da Adece, R$ 300 mil do Sebrae e R$ 300 mil de contrapartida econômica da Fiec. Executado pela Camargo Schubert, consultoria mais experiente do mundo em projetos de parques eólicos,  com participação da UL Truepower, o trabalho passou pela  colaboração da Secretaria da Infraestrutura do Estado, alinhada pela Plataforma Ceará 2050. 

O documento conta com informações técnicas direcionadas a profissionais do setor, identificando áreas com potencial para investir. Está disponível nas versões inglês e português, de forma impressa e online, além de um aplicativo interativo desenvolvido pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

Polo do setor

Líder nacional na exportação de aerogeradores, o Ceará é um dos destaques brasileiros em produção industrial para energia eólica, com três grandes fabricantes do mercado mundial: Aeris, Vestas e Wobben. Além da infraestrutura favorável para a exportação dos equipamentos, destacada no Atlas, o Estado possui ainda o Programa de Incentivos da Cadeia Produtiva Geradora de Energias Renováveis (PIER) como grande indutor do setor.

Mais de três mil megawatts de geração eólica e solar estão em operação e construção no Ceará. O Estado figura como líder na geração distribuída, com 28% de toda  potência instalada na região Nordeste. É também o território cearense um dos melhores potenciais do Brasil em geração eólica onshore (94 gigawatts), geração eólica offshore (117 gigawatts) e geração solar.