Especialistas cearenses estão otimistas com a economia

grafico
Os economistas consideram positivos vários indicadores macroeconômicos, mas a taxa de câmbio e o nível de emprego são problemas latentes Foto: Freepik

Os últimos dois meses do ano trouxeram um novo sentimento aos economistas e analistas cearenses quanto à economia nacional. Eles estão otimistas com o cenário. Revelaram otimismo em sete das nove variáveis investigadas: taxa de juros (153,7 pontos); evolução do PIB (144,5 pontos); oferta de crédito (131,2 pontos); gastos públicos (128,4 pontos); taxa de inflação (128,0 pontos); cenário internacional (114,7 pontos) e nível de emprego (106,4 pontos). 

A pesquisa pontua de zero a 200 pontos as variáveis analisadas. Abaixo de 100 pontos configura-se uma situação de pessimismo e acima desse
valor, otimismo. Desta forma, só duas variáveis foram analisadas com pessimismo pelos 121 especialistas em economia no Estado contemplados na pesquisa. Eles apontam com pessimismo a trajetória da taxa de câmbio (88,9 pontos) e salários reais (67,4 pontos), sendo que este último indicador, mais uma vez, atingiu a menor pontuação.

Os resultados são as principais conclusões da pesquisa Índice de Expectativas dos Especialistas em Economia (IEE), referente aos meses de novembro e dezembro, em sua 34ª edição. Segundo o levantamento, ocorreu um aumento do número de variáveis analisadas com otimismo em relação à pesquisa anterior, de seis para sete. O levantamento é feito através de uma parceria entre a Fecomércio-CE e o Conselho Regional de Economia (Corecon-CE). O professor Ricardo Eleutério Rocha, vice-presidente do Corecon é o analista econômico do estudo.

Dimensão

A amostra reúne profissionais dos mais diversos setores da economia cearense, representando a indústria, agricultura, setor público, mercado financeiro, comércio e serviços. Economistas, empresários, consultores, executivos de finanças, professores universitários, pesquisadores, analistas e dirigentes de entidades diversas contribuíram com suas percepções.