Estimativa de inflação sobe pela 5ª vez consecutiva

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Em todos os segmentos o consumidor vem enfrentando altas expressivas, desde o carrinho de compras,com alimentos básicos, combustível e serviços Foto: Freepik

Pela quinta vez consecutiva, as instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) aumentaram a estimativa para a inflação este ano. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 3,52% para 3,84%, desta vez.

E não precisa muito para saber que o consumidor está recebendo um grande impacto inflacionário desde novembro. Na vida real, o dólar reforçou e impulsionou produtos básicos, como a gasolina e o resto veio a reboque. 

A informação da alta de projeção da inflação oficial consta do boletim Focus, pesquisa semanal BC, que traz as projeções de instituições para os principais indicadores econômicos.

A alteração na estimativa para este ano veio depois da divulgação do IPCA de novembro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No mês passado, o IPCA ficou em 0,51%, maior taxa para o mês desde 2015 (1,01%), puxada pela alta de 8,09% nos preços da carne. Em 12 meses encerrados em novembro, o IPCA ficou em 3,27%.

E a para a moeda norte-americana não parou de subir também. A expectativa para a cotação do dólar subiu de R$ 4,10 para R$ 4,15, no final de 2019, e de R$ 4,01 para R$ 4,10, no encerramento de 2020. Isso significa que a inflação não tende a recuar e o trabalhador vai ter que correr mais e fazer bicos para conseguir bancar as despesas.

Em 2020

Para 2020, a estimativa de inflação se mantém há seis semanas em 3,60%. A previsão para os anos seguintes também não teve alterações: 3,75% em 2021, e 3,50% em 2022.