Térmica do Pecém testa equipamentos de realidade virtual

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A usina térmica UTE Pecém está encravada no município de São Gonçalo do Amarante e auxilia na complementação de energia elétrica quando acionada pelo ONS

A simulação de conserto de um equipamento de mais de 4 toneladas permite identificar todos os riscos e possíveis contratempos antes de retirar o primeiro parafuso. Desta forma, é possível prevenir acidentes, melhorar o planejamento das atividades e reduzir o tempo de manutenção.

Isso deve se tornar realidade dentro de pouco tempo na UTE Pecém, no Ceará, e na UHE Lajeado, no Tocantins. A EDP Brasil está testando um sistema inteligente de gestão da manutenção e operação de ativos utilizando realidades aumentada e virtual.

Otimização

Com a utilização de um tablet ou celular, o profissional poderá visualizar todos os sistemas e peças que irá encontrar quando desmontar uma máquina. Tudo na proporção real das peças.

A tecnologia reproduz equipamentos complexos e permite aumentar as imagens de componentes minúsculos de uma usina para simular uma manutenção, proporcionando ganho de tempo e otimização de rotinas. “Por meio desses sistemas, é possível ter um maior conhecimento sobre o ambiente onde será realizado o reparo, com a melhora do diagnóstico de falhas e desvios de processos, além de permitir inspeções de campo com aumento de produtividade”, afirma Cayo Moraes, gestor executivo da EDP.

O projeto receberá um investimento de R$ 4,2 milhões proveniente do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e deve ter duração de 30 meses e ser estendido a outros agentes do setor elétrico de dos segmentos da indústria posteriormente. 

Realidade virtual X aumentada

Realidade Aumentada, chamada de AR (do inglês, Augmented Reality), é uma experiência interativa do mundo real realizada num ambiente verdadeiro. Por meio de sistema ópticos, sensores remotos e multiprocessadores, informações operacionais, dados de fabricação, desenhos técnicos e gráficos de performance são sobrepostos aos objetos e espaços presentes no mundo real como equipamentos, peças e processos industriais.

Já a tecnologia de realidade virtual, chamada de VR (do inglês, virtual reality), é parte integrante do mundo digital. Cria-se uma interface entre o usuário e um sistema operacional por meio de recursos gráficos 3D ou imagens 360º, com o objetivo de criar a sensação de presença em um ambiente virtual diferente do real. A interação é realizada em tempo real, com o uso de técnicas e de equipamentos computacionais que ajudam na ampliação da sensação de presença do usuário no ambiente virtual. Esta sensação é usualmente chamada de imersão.

“As soluções de realidade aumentada e virtual proporcionam melhoria na capacidade cognitiva e na visualização de equipamentos, sistemas e operações, além de representarem novas alternativas tecnológicas para capacitar os colaboradores”, afirma Cayo.