Como caminha a inovação olhando a indústria 4.0

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Média é de 11 aplicativos instalados nos smartphones, 83% destinados à compra e venda

O consumidor quer inovação a seu serviço e é isso que define o modelo da indústria 4.0. A conclusão é referendada no estudo que produziu o Índice de Automação do Mercado Brasileiro, calculado pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil e a GfK Brasil.

A partir de entrevistas realizadas com 2,7 mil consumidores em todo o País, se concluiu que a média é de 11 aplicativos instalados nos smartphones, dos quais 83% destinam-se a compras e vendas de produtos. Já no segmento de serviços, 78% são usados para mobilidade urbana; 73% para mobile banking; e 33% para pedidos de refeições.

Oportunidades

“O volume, variedade e velocidade dos dados estão criando oportunidades sem precedentes”, avalia Sergio Gama, membro do Conselho de Tecnologia da IBM e líder da empresa na América Latina. Ao estruturar os dados, a indústria pode criar aplicações inovadoras como, por exemplo, está fazendo a IBM ao apresentar o supercomputador Watson, que é hoje a máquina mais desenvolvida para interpretar os dados e transformá-los em informação inteligente – conceitos de machine learning e inteligência artificial. “A máquina não vai substituir o homem, mas vai potencializar sua capacidade de cumprir tarefas intelectuais repetitivas”, afirma Gama.

A Indústria 4.0 está ajudando até as empresas a promoverem ações de sustentabilidade. É o caso da HP Brasil, que criou o Smart Packaging Program, resultado de anos de planejamento e prática de ações que integraram tecnologias como identificação de itens na linha de produção com radiofrequência (RFID), business intelligence, Internet das Coisas e padrões GS1, entre outras, para proporcionar rastreabilidade e visibilidade de todos os processos, desde a fabricação até a distribuição de seus produtos.

De acordo com Rafael Rapp, gerente de operações da HP Brasil, “além da redução de custos de processos ao se estruturar os dados gerados pela fábrica, houve melhora na experiência do cliente, preservação da marca e redução de 600 toneladas ao ano na emissão de carbono na atmosfera”. O programa criado no Brasil servirá de modelo para a HP expandir a iniciativa em outros países.