Informalidade bate novo recorde; leve queda no desemprego

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Não precisa circular muito na maioria das áreas da cidade, sobretudo no Centro de Fortaleza, para encontrar barraquinhas de ambulantes 

No trimestre encerrado em outubro 202 mil pessoas saíram da fila do desemprego e conseguiram ocupação. O recuo neste período é esperado, afinal é a época de preparação para as festas de fim de ano e, sobretudo os serviços, puxado pelo comércio, elevam as contratações para dar conta da demanda. A questão é que uma boa parte das vagas é temporária e depois uma parcela desse contingente deve perder o emprego.

A informalidade é outra preocupação no País, uma vez que o mercado de trabalho apresenta maior precariedade e um volume muito grande de pessoas acaba recorrendo a ocupações sem carteira assinada para sobreviver. Houve aumento de trabalhadores informais, que bateram novo recorde na série histórica desde 2012. Estão trabalhando sem carteira assinada 11,9 milhões de pessoas. No mês passado, o IBGE também havia detectado um recorde na informalidade, que foi novamente superado.

Desemprego

A taxa de desocupação no País fechou o trimestre encerrado em outubro em 11,6%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). O levantamento divulgado nesta sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) considera desocupadas as pessoas que estão sem emprego, mas que buscaram efetivamente um trabalho nos 30 dias anteriores à coleta dos dados. Significa que 12,4 milhões de pessoas ainda estão desempregados.

A Pnad Contínua é colhida pelo IBGE em visitas domiciliares a cerca de 211 mil casas em 3.464 municípios. De acordo com o resumo da pesquisa publicado no site do instituto, a taxa de desocupação "ficou estatisticamente estável tanto em relação ao trimestre de maio a julho de 2019 (11,8%) quanto em relação ao mesmo trimestre de 2018 (11,7%)".

Em relação à população ocupada, na comparação com trimestre anterior, houve leve crescimento de 0,5%, o que representa aproximadamente mais 470 mil pessoas trabalhando. Entre agosto e outubro desse ano, 94,1 milhões de pessoas tiveram algum tipo de trabalho. Na comparação com o mesmo trimestre de 2018, a melhora foi de 1,6%.

Com carteira e desalento

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado, incluindo trabalhadores domésticos, também se manteve estável e fechou em 33,2 milhões. A pesquisa também indica que 64,9 milhões de pessoas que não estão trabalhando, nem procurando trabalho. Este dado revela estabilidade tanto em relação ao trimestre de maio a julho de 2019 quanto em relação ao mesmo trimestre de 2018