Camilo quer pacto para o CE crescer e reduzir desigualdades

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Camilo Santana mostrou as potencialidades do Estado para expandir a riqueza, mas quer apoio da classe empresarial para diminuir as desigualdades socioeconômicas Foto: Regina Carvalho

Não é uma tarefa fácil e historicamente os indicadores mostram isso, mas o governador do Ceará, Camilo Santana, conclamou o empresariado do Estado e seu secretariado a arregaçar as mangas por uma expansão maior do PIB. O propósito deste pacto tem uma diferenciação: reduzir as desigualdades, em  meio a uma sociedade marcada por uma grande distância entre os mais ricos e os muito mais pobres. 

O auditório do Palácio da Abolição escolhido para o lançamento da 2ª fase da plataforma "Ceará Veloz" estava lotado, nesta segunda-feira (25).

Camilo disse que o governo está planejando e criando condições para o crescimento, olhando 11 áreas potenciais, que foram apontadas para conseguir avançar. Entretanto, lembrou ao empresariado e

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O auditório do Palácio da Abolição escolhido para o lançamento da 2ª fase da plataforma "Ceará Veloz" ficou repleto Foto: Carlos Gibaja

às entidades da classe que este deve ser um pacto. "Esse é o nosso projeto, é o nosso compromisso e desafio", disse, chamando à ação conjunta.

Concentração de renda

O Ceará é um Estado onde as desigualdades de renda são profundas, atestadas pelo Índice de Gini, um problema que ocorre também na maioria das grandes cidades brasileiras, em maior ou menor proporção. O Estado possui o terceiro maior nível de concentração de renda no Nordeste, juntamente com a Bahia. Os números são de 2018, do IBGE.

O maior índice de concentração de rendimento domiciliar per capita na Região é registrado em Sergipe (0,575), seguido por Alagoas (0,550). Segundo o IBGE, no ano passado, o Índice de Gini do rendimento médio mensal real domiciliar per capita para o Ceará foi estimado em 0,548. É uma dívida dos governos no País como um todo criarem condições de mudança dessa realidade através de uma economia mais forte, gerando emprego, permitindo melhora no cenário.

11 segmentos potenciais

Dentre as estratégias para alcançar a meta do projeto está o incentivo por parte do Governo do Ceará em 11 áreas em que o Estado pode se desenvolver economicamente: cadeia produtiva de saúde, energias renováveis, rede de segurança hídrica, polo de inovação em tecnologia da informação, têxtil e calçados, agronegócio, logística, HUBs (aéreo, portuário e tecnológico), economia do mar, turismo e, por fim, economia criativa. A ideia é mostrar o que o estado tem a oferecer de forma a atrair mais investimentos. “Vamos focar nesses 11 clusters, que são as atividades com potencial que estado tem para fortalecer a questão da estratégia do crescimento econômico”, disse o governador.

Bases lançadas

O secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Maia Júnior, considera que as bases para o Estado avançar estão lançadas. “O Ceará está pronto. Ele tem uma plataforma de negócios moderna, com seus processos redesenhados, com a regra do jogo definida. Tem uma estrutura de capital humano que nos permite pensar em produtividade, em aumento de competitividade das empresas cearenses. As nossas escolas, universidades, rede de infraestrutura e ecossistemas tecnológicos, a base da inovação, economia de conhecimento presente no Ceará. E temos uma infraestrutura de nova geração. Tudo necessário para fazer uma economia nova e diversificada que faz o Ceará sonhar com o futuro e me dão a certeza de que estamos no caminho certo”, assinalou.

Segundo Maia Júnior, “o número de protocolos firmados entre janeiro e outubro de 2018 e 2019 são praticamente os mesmos, mas os investimentos desses protocolos em 2019 cresceram 55%, o que mostra o vigor da nossa economia. Os empregos diretos, em meio a uma crise, também cresceram. Somos o sétimo estado em geração de emprego no Brasil. Nosso Produto Interno Bruto dobra (proporcionalmente) o do Brasil nos primeiros seis meses desse ano”, pontua.

Decreto

Durante o lançamento, foi assinado o decreto instituindo o programa de otimização e simplificação do ambiente de negócios e que cria o comitê de governança da Plataforma, liderado pelas secretarias do Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet), do Turismo (Setur), do Desenvolvimento Agrário (SDA), da Cultura (Secult) e da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece), mas envolvendo ainda mais 14 secretarias e órgãos (Casa Civil, Seduc, Sefaz, Seinfra, SCidades, Seplag, SRH, SEMA, SSPDS, PGE, Semace, Corpo de Bombeiros, Ipece, Etice, Funcap). O Ceará Veloz foi lançado no fim de 2017, na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).