Ceará tem 119 mil pessoas em busca de emprego há dois anos

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No Ceará, no terceiro trimestre deste ano, 37,8% dos desempregados estavam na faixa de 25 a 39 anos, seguido pela faixa de 18 a 24 anos (34,7%) Foto: Freepik

Considerando o tempo de procura de emprego no Ceará, no 3º trimestre de 2019, 25,5% dos desocupados estavam há dois anos ou mais de procura de trabalho, o que equivale a 119 mil pessoas. O maior percentual a procura de emprego, 48,4%, está de um mês a menos de um ano em busca de trabalho, que em números absolutos é de 226 mil pessoas.

A taxa de desemprego do  Estado no 3º trimestre de 2019 (11,3%) apresentou estabilidade estatística com relação ao 2º trimestre de 2019 (10,9%), com crescimento de 0,4 ponto percentual (p.p.), e estabilidade em relação ao mesmo trimestre de 2018 (10,6%). No Estado, 37,8% dos desocupados estava na faixa de 25 a 39 anos, seguido pela faixa de 18 a 24 anos (34,7%).

Já com relação ao recorte por gênero, a taxa de homens desocupados no Ceará era de 50,8%, enquanto era de mulheres 49,2%. Quando esse resultado é visto pela Região Metropolitana de Fortaleza, os valores se invertem: 47% homens e 53% mulheres.

Desalento

O  número de desalentados no 3º trimestre de 2019 foi de 364 mil pessoas de 14 anos ou mais, número que também apresentou estabilidade frente ao trimestre anterior (358 mil). O percentual de pessoas desalentadas (em relação à população na força de trabalho ou desalentada) no 3º trimestre de 2019 foi de 8,1%.

Carteira assinada

Cresceu o número de pessoas empregadas no setor privado sem carteira de trabalho, saindo de 633 mil pessoas, no 2º trimestre de 2019, para 672 mil pessoas no 3º trimestre. Também houve crescimento de empregados sem carteira no setor público, saindo de 126 mil pessoas, no 2º trimestre de 2019, para 148 mil no 3º trimestre de 2019.

Por outro lado, houve queda no número de pessoas ocupadas por conta própria sem CNPJ, indo de 1 milhão, no 2º trimestre de 2019, para 956 mil pessoas no 3º trimestre. Com relação ao mesmo período do ano passado (922 mil), o número apresenta estabilidade estatística.

Com relação aos grupos de atividade, o que apresentou maior queda no número de pessoas ocupadas no 3º trimestre de 2019, foi Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (menos 30 mil pessoas). No 2º trimestre, esse número era de 425 mil.

No 3º trimestre de 2019, ataxa composta de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação a força de trabalho ampliada) foi de 30,2%, valor abaixo do observado na Região Nordeste (35,8%).

Rendimento médio

O rendimento médio real de todos os trabalhos no Ceará ficou em R$ 1.626 para o 3º trimestre de 2019, apresentando estabilidade com relação ao 2º semestre (R$ 1.618). Os rendimentos médios reais das pessoas ocupadas se mantiveram estáveis em todas as categorias de ocupação e grupos de atividades.

No setor privado os rendimentos eram de R$ 1.330 reais, já para os trabalhadores domésticos era de R$598 reais. Entre os grupos de atividades, o que apresenta o maior rendimento é o de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (R$ 3.024), seguido de Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (R$ 2.843).O rendimento médio mensal nesse 3º trimestre de 2019 também apresentou variação por sexo: para os homens o valor era de R$ 1.814, enquanto para mulheres R$ 1.411.