Serviços ligados ao turismo crescem 5,9% no Ceará em 9 meses

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O Ceará permanece crescendo nos serviços relacionados à atividades do turismo, confirmando a vocação do Estado

Nos primeiros nove meses do ano os serviços ligados à atividade turística mostraram crescimento de 2,2% frente a igual período do ano passado no País, impulsionados, sobretudo, pelos ramos de locação de automóveis, de hotéis e de serviços de catering, bufê e outros serviços de comida preparada. Em sentido oposto, o principal impacto negativo ficou com o segmento de transporte aéreo de passageiros.

Regionalmente, oito dos 12 locais investigados também registraram taxas positivas, com destaque para São Paulo (5,1%), seguido por Ceará (5,9%), Rio de Janeiro (1,2%) e Minas Gerais (2,0%). Por outro lado, Distrito Federal (-7,6%), Paraná (-3,6%) e Santa Catarina (-3,4%) assinalaram as principais influências negativas no acumulado do ano para as atividades turísticas. 

Setembro 

Já em setembro de 2019, o índice de atividades turísticas apontou expansão de 4,8% frente ao mês imediatamente anterior, após assinalar retração de 4,5% em agosto.

Nove dos 12 estados acompanharam este movimento de crescimento observado no Brasil, com destaque para o avanço vindo de São Paulo (10,5%), seguido por Rio de Janeiro (2,1%) e Distrito Federal (4,8%). O principal resultado negativo veio da Bahia (-3,7%). Na comparação setembro de 2019 / setembro de 2018, o índice de volume de atividades turísticas no Brasil apresentou expansão de 1,0%, impulsionado, principalmente, pelo aumento de receita das empresas de locação de automóveis.

Em sentido oposto, os segmentos de transporte aéreo e rodoviário de passageiros e de restaurantes apontaram as principais influências negativas sobre a atividade turística. Em termos regionais, cinco das doze unidades da federação onde o indicador é investigado mostraram avanço nos serviços voltados ao turismo, com destaque para São Paulo (1,9%), seguido por Rio de Janeiro (4,4%) e Minas Gerais (4,5%). Em contrapartida, os impactos negativos mais importantes vieram do Paraná (-7,6%), do Distrito Federal (-5,9%) e de Goiás (-7,2%).

Dados gerais do setor

Considerando todo o setor de serviços no País, a expansão foi de 1,2% no mês de setembro, frente a agosto, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o setor acumula alta de 0,6% em 2019 e 0,7% no período de 12 meses encerrado em setembro.O terceiro trimestre teve alta de 0,6% na comparação com o mesmo período de 2018, um desempenho mais dinâmico que o do segundo trimestre, que teve apenas 0,1% de variação positiva.

O IBGE constatou aumento em quatro de cinco grupos de atividades pesquisados. O único que teve queda foi o dos serviços de informação e comunicação, com retração de 1% na comparação com agosto. O grupo de atividades que engloba os setores de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio cresceu 1,6%, enquanto os serviços profissionais, administrativos e complementares tiveram alta de 1,8%. Os serviços prestados às famílias tiveram expansão de 0,8% e os outros serviços, de 0,5%.

As comparações com setembro de 2018 apontam um crescimento de 1,4% no setor de serviços como um todo e expansão em três dos cinco grupos de atividades pesquisados. Nessa base de comparação, os serviços de informação e comunicação cresceram 2,2%, os outros serviços, 11%, e os serviços profissionais, administrativos e complementares, 2,9%. Já o grupo dos serviços de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio caiu 1,7%, e os serviços prestados às famílias, 0,3%.

A pesquisa também permite visualizar que 14 das 27 unidades da federação tiveram alta em setembro, em relação a agosto. São Paulo (1,6%), Rio de Janeiro (1,5%), Paraná (1,0%) e Distrito Federal (1,3%) se destacam. Na comparação com o ano passado, o número de estados que registram crescimento cai para 11, mas São Paulo e Rio de Janeiro continuam com os principais impactos positivos, puxados pelo segmento de tecnologia da informação. Já Bahia e Rio Grande do Sul influenciam o resultado negativamente, com o desempenho do transporte rodoviário de cargas.