13º salário vai injetar R$ 5,2 bi na economia cearense em 2019

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No Brasil, cerca de 81 milhões de brasileiros serão beneficiados com rendimento adicional, em média, de R$ 2.451 e um volume total de R$ 214 bilhões Foto: Freepik​​​​​

A injeção de recursos mais esperada pelo trabalhador e também os segmentos econômicos, sobretudo o comércio está chegando em mais uma parcela. No total, em 2019, a economia cearense deverá receber cerca de R$ 5,2 bilhões, aproximadamente 2,4% do total do Brasil e 15,6% da região Nordeste.

O montante é tão significativo, que representa em torno de 3,3% do PIB estadual. Os números são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). No País, em tempos de desemprego e economia combalida, será um fôlego. 

De acordo com Reginaldo Aguiar, economista e supervisor do Dieese Ceará, em termos de novos recursos para o trabalhador, a novidade para este ano foi o ingresso dos recursos liberados pelo FGTS. O 13º salário não é pago todo mês, mas já é uma remuneração aguardada pelo trabalhador.

O volume total de recursos do abono salarial subiu 1,7% acima do pago em 2018. Entretanto, de acordo com o economista, a inflação de pouco mais de 3% acaba por deixar o montante desembolsado negativo em torno de 1% se considerado em termos reais.

Para onde vai o dinheiro

Sobre aonde o trabalhador deve empregar esse dinheiro do 13º, Reginaldo destaca que, caso o trabalhador não venha a utilizar paga o pagamento de dívidas em atraso ficará mais difícil consumir. Ele observa que a inadimplência vinha em uma trajetória de queda e em 2019 voltou a subir. Além disso, a renda renda real do trabalhador cearense caiu, embora tenha registrado uma retração menor que a média do País. Isso ocorre, pela simples razão de a renda média no Estado ser ancorada em maior parte no salário mínimo.

Contudo, o momento é de desemprego elevado, renda média caindo e inadimplência em alta. Os três fatores devem levar o trabalhador a pensar em utilizar o 13º salário para quitar suas dívidas e sair do vermelho. Para 2020, sem o colchão da política de valorização do salário mínimo, o aperto deve continuar, considerando ainda que não se vislumbra um cenário de crescimento da economia.

Brasil

Até dezembro de 2019, o pagamento do 13o salário deve injetar na economia brasileira mais de R$ 214 bilhões. O montante representa aproximadamente 3% do Produto Interno Bruto (PIB) do  País e será pago aos trabalhadores do mercado formal, inclusive aos empregados domésticos; aos beneficiários da Previdência Social e aposentados e beneficiários de pensão da União e dos estados e municípios. Cerca de 81 milhões de brasileiros serão beneficiados com rendimento adicional, em média, de R$ 2.451.