Desemprego cai a 11,8% no País com 12,5 milhões sem trabalho

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O desemprego vem caindo muito lentamente, mas a redução se dá há três meses consecutivos. Por outro lado, cresce a subutilização da mão de obra e a informalidade Foto: Agência Brasil

A taxa de desemprego no Brasil caiu de 12,0% para 11,8% na passagem do trimestre encerrado em junho para o terminado em setembro, influenciada pelo aumento na população ocupada e redução na desocupação.

Mesmo com a queda na taxa, ainda havia 12,5 milhões de pessoas em busca de trabalho. Esses resultados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta quinta-feira (31), pelo IBGE.

A  população desocupada (12,5 milhões de pessoas) recuou (-2,0%, ou menos 251 mil pessoas) frente ao trimestre de abril a junho de 2019 (12,8 milhões de pessoas) e ficou estatisticamente estável frente a igual trimestre de 2018 (12,5 milhões de pessoas).

Com aumento de cerca de 459 mil pessoas, no trimestre encerrado em setembro, a população ocupada chegou a 93,8 milhões, um recorde na série histórica que teve início em 2012. A geração de postos de trabalho é em grande parte explicada por recordes em duas categorias associadas à informalidade: houve aumentos de 2,9% no emprego sem carteira no setor privado, que registrou 11,8 milhões de empregados, e de 1,2% de trabalhadores por conta própria, que totalizavam 24,4 milhões de pessoas.

A  população fora da força de trabalho (64,8 milhões de pessoas) permaneceu estável em ambas as comparações. A taxa composta de subutilização da força de trabalho (24,0%) variou -0,8 p.p. em relação ao trimestre móvel anterior (24,8%) e não variou em relação ao mesmo trimestre móvel de 2018 (24,1%).

Subutilização

A  população subutilizada (27,5 milhões de pessoas) recuou (-3,4%, ou menos 952 mil pessoas), frente ao trimestre móvel anterior (28,4 milhões de pessoas) e ficou estatisticamente estável frente ao mesmo trimestre de 2018 (27,2 milhões de pessoas).

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos) chegou a 33,1 milhões, com estabilidade em ambas as comparações. A categoria dos empregados sem carteira de trabalho assinada no setor privado (11,8 milhões de pessoas) foi recorde na série histórica e cresceu nas duas comparações: 2,9% (ou mais 338 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior e 3,4% (mais 384 mil pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2018.

A categoria dostrabalhadores por conta própria chegou a 24,4 milhões de pessoas, novo recorde na série histórica, crescendo 1,2% (mais 293 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e 4,3% (mais 1,0 milhão de pessoas) em relação ao mesmo período de 2018.

Construção

O aumento de pessoas ocupadas foi observado em todas as atividades, exceto na agricultura. Entretanto, apenas na construção o aumento de 3,8% foi estatisticamente significativo, com acréscimo de 254 mil postos de trabalho como pedreiros, marceneiros e pintores.

A Pnad Contínua mostra, ainda, redução de 3,6% na população desalentada, com menos 174 mil pessoas nessa categoria, ainda chegando a 4,7 milhões.A população desalentada, que são pessoas que desistiram de procurar trabalho, soma 4,7 milhões de pessoas, um recuo de 3,6%.