Lucro líquido da EDP no terceiro trimestre cresce 15%

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Os investimentos da Companhia no trimestre foram de R$ 562,2 milhões, uma alta de 41,2% comparado ao ano anterior Foto: Regina Carvalho 

A EDP, empresa que atua em todos os segmentos do setor elétrico brasileiro, detentora da UTE Pecém e UTE Pecém II, no Ceará, registrou Lucro Líquido de R$ 354 milhões no terceiro trimestre de 2019, um crescimento de 15,3% na comparação com igual período do ano passado.

O EBITDA (lucro antes de taxas, impostos, depreciação e amortização) chegou a R$ 778,8 milhões, alta de 14,6% em relação ao mesmo intervalo de 2018.

No acumulado dos nove primeiros meses de 2019, o Lucro Líquido ficou 12% acima do registrado em período semelhante do ano passado, somando R$ 838,6 milhões. O EBITDA alcançou R$ 2 bilhões, aumento de 6,2% em relação a 2018.

Os investimentos da Companhia no trimestre foram de R$ 562,2 milhões, uma alta de 41,2% comparado ao ano anterior. No consolidado do ano, o Capex mais que dobrou em relação a 2018, crescendo 119,3% e atingindo R$ 1,6 bilhão.

Influência

Segundo a empresa, contribuiu para o bom resultado trimestral a conclusão da revisão tarifária na distribuidora do Espírito Santo, que resultou no aumento de 28,1% na Base de Remuneração Líquida e redução de 4,84% na tarifa média para o consumidor. Na revisão da EDP SP, a queda na tarifa foi de 5,33%, com aumento da Base de Remuneração Líquida de 45,3%. Outro destaque do período foi a diminuição dos níveis de perdas, que seguem tendência de baixa, refletindo os esforços para o combate às fraudes e para a expansão e melhoria das redes de distribuição.

Em Transmissão, a EDP finalizou em agosto a aquisição dos direitos de concessão do lote Q, entre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul, ampliando para 1.441 quilômetros a extensão das linhas em seu portfólio de projetos. Do total de investimentos previstos no segmento até 2022, R$ 1,4 bilhão já foi desembolsado, ou 37% do contratado, permitindo avançar com as obras dentro ou à frente do cronograma.

“O desempenho da EDP no terceiro trimestre é marcado pela conclusão dos dois processos de revisão tarifária em São Paulo e no Espírito Santo. O investimento realizado no ciclo tarifário anterior permitiu o reconhecimento econômico significativo na base de ativos regulatórios. Adicionalmente seguimos o nosso investimento no segmento de Transmissão a bom ritmo, para fazer entregas antecipadas”, afirma Miguel Setas, presidente da EDP no Brasil.

Mudança

Alinhada com os compromissos assumidos pela Companhia em nível global, a EDP no Brasil segue empenhada em incentivar a transformação da matriz energética brasileira por meio da promoção de soluções baseadas em fontes não poluentes. Nesse sentido, a EDP acaba de anunciar a instalação de 30 novas estações de recarga ultrarrápida de veículos elétricos no estado de São Paulo. O empreendimento terá um investimento de R$ 32,9 milhões e vai conectar um total de 64 pontos de carregamento que interligam São Paulo, Rio de Janeiro, Vitória, Curitiba e Florianópolis, formando um corredor de abastecimento de automóveis elétricos com mais de 2.500 quilômetros de extensão.

Aprovado na Chamada Pública da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para o tema Mobilidade Elétrica Eficiente, trata-se do primeiro e maior projeto da América do Sul de instalação de carregadores ultrarrápidos. A implementação da rede será iniciada ainda em 2019 e as primeiras inaugurações estão programadas para 2020, com a conclusão em três anos. Mais um passo importante da EDP para posicionar-se como líder da transição energética do Brasil.

EDP Brasil

Com mais de 20 anos de atuação, a EDP é uma das maiores empresas privadas do setor elétrico a operar em toda a cadeia de valor. A Companhia, que tem mais de 10 mil colaboradores diretos e terceirizados, atua em Geração, Distribuição, Transmissão, Comercialização e Serviços de Energia. Possui seis unidades de geração hidrelétrica e uma termelétrica, e atende cerca de 3,5 milhões de clientes pelas suas Distribuidoras em São Paulo e no Espírito Santo. Recentemente, tornou-se a principal acionista da CELESC, em Santa Catarina. No Brasil, é referência em áreas como Inovação, Governança e Sustentabilidade, estando há 13 anos consecutivos no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3.