Inadimplência volta a subir em Fortaleza em outubro

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O tempo médio de atraso das dívidas do consumidor fortalezense é de 74 dias, segundo constatou a pesquisa de endividamento da Fecomércio-CE. O endividamento também subiu

A inadimplência do consumidor fortalezense voltou a subir, passando de 8,5% em setembro para 9,1% neste mês de outubro. É a maior taxa de inadimplência potencial, ou seja, de pessoas que não deverão ter condições de honrar seus compromissos, desde abril deste ano. 

Também aumentou o patamar de endividamento, indicando que 63% dos consumidores da Capital cearense possuem algum tipo de dívida. O indicador veio 2,9 pontos percentuais acima do verificado no último mês de setembro (60,1%), e superior ao mesmo mês do ano passado (50,9%).

A principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro, que ampliou o tempo médio de atraso de 65 para 74 dias, segundo apontou a Pesquisa do Endividamento do Consumidor de Fortaleza, realizada pela Federação do Comércio do Ceará (Fecomércio-CE).

A proporção de consumidores com contas ou dívidas em atraso caiu 1,3 pontos percentuais, passando de 20,2% dos consumidores em setembro para 18,9% neste mês.

Os problemas financeiros afetam mais os homens e 22,1% dos entrevistados desse gênero afirmaram possuir contas em atraso. Também estão neste perfil, os consumidores do grupo com idade entre 25 e 34 anos (21,1%) e do estrato com renda familiar abaixo de cinco salários mínimos (20,3%).

Atraso

O tempo médio de atraso é de 74 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro - a diferença entre a renda e os gastos correntes — citado por 63% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 29%, seguido da contestação da obrigação (8,8%).

Comprometimento da renda

Em Fortaleza, 63% dos consumidores possuem algum tipo de dívida. Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: cartões de crédito, citados por 78,4% dos entrevistados; financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 14,2%; empréstimos pessoais, com 8,3%; carnês e crediários, com 7%; e cheque especial, com 3,1%.

O consumidor utilizou o crédito para: consumo de itens de alimentação (53,5%das respostas); realização de despesas de educação e saúde (39,0%); aquisição de eletroeletrônicos (32,4%); e compra de artigos de vestuário (27,6%).

O valor médio das dívidas está estimado em R$ 1.492, com prazo médio de sete meses, comprometendo 39,7% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento — uma leve queda em comparação com o mês passado, no qual a renda era comprometida em 40,6%. Mesmo com o valor médio das dívidas menor do que no mês anterior, o consumidor ainda tem tido problemas com a gestão do orçamento doméstico. Dentre os motivos apontados, estão o desemprego e a queda da renda familiar.