Ceará contrata 120 MW de energia fotovoltaica em leilão

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Apesar de terem sido arrematadas 11 novas usinas, a Absolar considera que o leilão ficou ainda aquém das possibilidades de expansão da nova fonte

Os projetos solares fotovoltaicos contratados pelo Leilão de Energia Nova A-6, nesta sexta-feira (18/10), estão localizados na região Nordeste, nos estados do Piauí (300 MW), Ceará (120 MW), Rio Grande do Norte (80 MW) e Pernambuco (30MW).

Foram arrematadas 11 novas usinas da fonte, totalizando 530 MW de potência e novos investimentos privados de mais de R$ 2,1 bilhões até 2025.

Com um deságio médio de 59,6% em relação ao preço inicial de R$ 209,00/MWh, atingindo um preço médio de venda de energia elétrica de R$ 84,39/MWh (equivalente a US$ 20,33/MWh).

A fonte solar fotovoltaica se destacou em sua primeira participação no Leilão de Energia Nova (LEN A-6 de 2019), realizado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em São Paulo (SP). Na avaliação da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o certame resultou em um volume de contratação muito aquém das expectativas do setor e da própria necessidade do País.

“O montante contratado foi muito baixo em comparação com o número elevadíssimo de projetos participantes do leilão. Isso ocasionou uma alta competição entre os empreendedores, produzindo preços-médios abaixo da referência para a fonte solar fotovoltaica no Brasil”, aponta Rodrigo Sauaia, CEO da Absolar.

“Entre 30% e 50% da energia elétrica das usinas foi destinada às distribuidoras, no ambiente de contratação regulada (ACR). O restante da energia será vendida no ambiente de contratação livre (ACL), onde os preços são mais elevados, garantindo o equilíbrio econômico-financeiro dos projetos”, esclarece Sauaia.

Conquista
 
A participação da fonte solar fotovoltaica no A-6 foi uma importante conquista do setor, coordenada pela Absolar junto ao Governo Federal. O pleito da entidade teve como base o princípio da isonomia entre as fontes, permitindo que todas participassem do certame, bem como o ganho de competitividade da fonte. Desde 2017, a fonte solar fotovoltaica tornou-se uma das fontes renováveis mais competitivas no Brasil. A inclusão da fonte no A-6 ampliou a competição no leilão e proporcionou uma relevante redução nos preços comercializados, beneficiando o consumidor e a sociedade brasileira, com ganhos também para a diversificação e a segurança energética da matriz.