Taxa de sobrevivência de empresas no Ceará registra 83,3%

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O Levantamento do IBGE constatou a sobrevivência de  107 mil empresas no Ceará em 2017. Naquele ano 1.079 deixaram de existir Foto: Freepik

No cenário adverso em que vivemos, a sobrevivência das empresas é um feito ainda maior. No Ceará, a taxa de vida das empresas ativas foi de 83,3%, em 2017, o que representa 107 mil empresas.

Já a taxa de entrada ficou em 16,7% e a de saída, 17,5%. Com isso, o saldo de empresas foi negativo (menos 1.079). Os números foram divulgados pelo IBGE, nesta quinta-feira, 17 de outubro.

No País

No Brasil, a taxa de sobrevivência das empresas ativas registrou uma média um pouco maior, de 84,8% em 2017, o que representa 3,8 milhões de empresas.

Já a taxa de entrada ficou em 15,2% e a de saída, 15,7%. O Sul (86,6%) e o Sudeste (85,0%) registraram as maiores taxas de sobrevivência, enquanto as maiores taxas de entrada e saída foram observadas nas regiões Norte (19,0% e 18,8%), Centro-Oeste (17,2% e 16,4%) e Nordeste (16,9% e 16,9%). Do total de pessoas ocupadas no Ceará (944 mil), 96% estavam nas empresas sobreviventes; 3,9%, nas entrantes; e 1,7%, nas que saíram do mercado.

Varejo empregador

Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas foi a atividade que apresentou no Estado a maior entrada de pessoal ocupado assalariado (29,4%), seguida de Atividades administrativas e serviços complementares (13,9%). A maior proporção de saída também foi na atividade Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (30,4%), seguida de Indústria de transformação (17,5%).

Ranking

Entre o número de unidades locais no Nordeste, o Ceará ocupa a segunda posição em número de empresas ativas e de saída, mesmo lugar ocupado em 2008, caindo uma posição, de 2º (2008) para 3º(2017), em número de nascimentos (novas empresas que entraram no mercado).
 

Alto crescimento

As empresas de alto crescimento no Ceará representavam 1,1% das ativas e 9,5% das com pessoas ocupadas assalariadas. Nesse grupo, o maior número de pessoal ocupado assalariado está em Atividades administrativas e serviços complementares (24 mil). Uma empresa é classificada como de alto crescimento quando apresenta crescimento médio do pessoal ocupado assalariado de pelo menos 20% ao ano por um período de três anos e tem 10 ou mais pessoas ocupadas assalariadas no ano inicial de observação.

Já as empresas gazelas, que são aquelas de alto crescimento formado por empresas mais jovens, com faixa de idade entre três e cinco anos no ano de referência, representavam apenas 1% das empresas ativas no Ceará e 7,5% das pessoas ocupadas assalariadas. O maior número de unidades locais está na atividade Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (39), enquanto o maior número de pessoal ocupado assalariado está em Atividades administrativas e serviços complementares (2.324).