Corecon-CE comemora 55 anos com orientação financeira à população

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Izabel Colares, presidente do Corecon-CE lembra 64% das famílias estão endividadas precisando de orientação

Ao longo de todo o mês de outubro, os consumidores que desejarem solucionar dívidas poderão entrar em contato com o  Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE) e agendar orientação financeira com os membros do Conselho. O Conselho está completando 55 anos e, para celebrar, preparou uma série de ações voltadas para a população. Os agendamentos serão realizados para as segundas-feiras do mês de novembro, com horários de 9h às 12h. Para isso, basta enviar entrar em contato pelo e-mail  corecon-ce@hotmail.com.

No dia 30 de outubro, economistas filiados ao Corecon-CE estarão na Praça do Ferreira, das 8h às 14h, para promoverem orientação financeira à população. A iniciativa será realizada em parceria com outras entidades.

"Nós vamos orientar a população sobre como administrar um orçamento. A educação financeira é uma das premissas da nossa administração. Também serão distribuídas cartilhas sobre o assunto", afirma a presidente do Corecon-CE, Izabel Colares.

A presidente do Corecon-CE também destaca que, atualmente, 64% das famílias estão endividadas, o que reforça a necessidade de orientar a população sobre finanças pessoais. "Educar para a administração de recursos é uma ação que beneficiar toda a sociedade", destaca.

Seminário

O Corecon-CE também promoverá o seminário "Atuação do economista na perícia econômica financeira", nos dias 23 e 26 de outubro e 4 de novembro, na sede do Conselho (Av. Antônio Sales, 1317). O investimento é de R$ 50 para estudantes de Ciências Econômicas, R$ 100 para economistas regularmente registrados no Corecon-CE e R$ 150 para demais profissionais.

Cenário econômico

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Para o conselheiro do Cofecon, Lauro Chaves Neto, atualmente, o País não saiu da crise, mas parou de piorar

O economista Lauro Chaves Neto, conselheiro do Conselho Federal de Economia (Cofecon) e professor da Universidade Estadual do Ceará (UECE), classifica a crise de 2014 a 2017 como “a pior da história republicana do Brasil”, com a perda média de 3% ao ano do PIB, por três anos consecutivos. Disse que depois que saiu da crise, o Brasil de hoje está patinando, com um crescimento pífio. “Não saímos da crise, mas conseguimos parar de piorar”, complementou.

Redução da pobreza

O professor da UECE considera que reduzir a pobreza é uma questão política e que, para isso, o País tem que recuperar investimento, o que será muito difícil antes de 10 ou 20 anos em função da situação das finanças públicas e da falta de capacidade de investimento do Estado. “Temos que reduzir a relação dívida pública/PIB reduzindo os gastos. Se não conseguirmos aumentar a produtividade da economia brasileira, não iremos a lugar algum”, completou. 

O economista afirmou que acredita na aprovação da reforma da Previdência, mas prevê problemas na passagem da reforma tributária pelo Congresso, em função da falta de um pacto federativo que atenda aos diferentes interesses da União, de Estados e municípios.

Finalizou, ressaltando a importância da capacidade de empreendedorismo das pessoas como forma de absorver parte dos 12 milhões de desempregados que não serão recontratados pelas empresas quando a economia voltar a crescer aos patamares anteriores à crise.